O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez caiu mais do que o esperado na semana encerrada em 14 de fevereiro, reforçando a percepção de estabilidade no mercado de trabalho. Segundo o Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais recuaram em 23 mil, para 206 mil, já descontados os efeitos sazonais. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam 225 mil solicitações. A leitura representa um alívio após o salto para 232 mil registrado no fim de janeiro.
Os dados foram divulgados na esteira da ata da última reunião do Federal Reserve, realizada em 27 e 28 de janeiro, que apontou avaliação majoritária de que as condições do mercado de trabalho mostram sinais de estabilização. Ainda assim, dirigentes destacaram riscos de desaceleração, especialmente diante da possibilidade de enfraquecimento adicional da demanda por mão de obra e da concentração das contratações em setores menos sensíveis ao ciclo econômico.

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O período de coleta dos pedidos coincidiu com a semana de referência para o relatório oficial de emprego de fevereiro. Em janeiro, a criação de vagas acelerou, mas os ganhos ficaram praticamente restritos aos segmentos de saúde e assistência social. Analistas observam que políticas migratórias mais rígidas vêm limitando a expansão da força de trabalho, enquanto incertezas relacionadas a tarifas de importação e ao avanço da inteligência artificial têm levado empresas a adotar postura mais cautelosa nas contratações.
O conjunto de informações reforça a leitura de um mercado de trabalho ainda resiliente, porém sujeito a riscos estruturais e conjunturais que seguem no radar da política monetária americana.





