O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) caiu 0,39% na segunda quadrissemana de agosto de 2026, após recuo de 0,05% na primeira leitura do mês. Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,91% nos últimos 12 meses, mostrando continuidade do processo de desaceleração dos preços ao consumidor.
A principal contribuição para a queda veio do grupo Habitação, cuja taxa passou de alta de 0,41% na primeira quadrissemana de agosto para uma deflação de 1,29% na segunda. Também apresentaram desaceleração os grupos Educação, Leitura e Recreação, que passaram de alta de 0,50% para queda de 0,13%, e Comunicação, cuja taxa recuou de 0,05% para -0,80%.

Clique aqui para começar a investir com quem entende
Na direção contrária, cinco dos oito grupos pesquisados registraram aceleração. Despesas Diversas passou de 0,70% para 1,65%, enquanto Saúde e Cuidados Pessoais avançou de 0,13% para 0,20%. Transportes, embora ainda tenha registrado deflação, passou de -0,39% para -0,26%. Vestuário também reduziu a intensidade da queda, de -1,49% para -1,29%, enquanto Alimentação passou de -0,52% para -0,36%.
O resultado reforça um cenário de inflação mais moderada no curto prazo, com a queda do índice concentrada principalmente em Habitação, enquanto parte dos demais componentes ainda apresenta pressões ou menor intensidade de deflação. A evolução das próximas leituras será importante para avaliar se esse movimento de alívio dos preços terá continuidade ao longo de agosto.





