IPCA-15 sobe 0,84% em fevereiro e surpreende mercado às vésperas do Copom

A prévia da inflação oficial ganhou força em fevereiro e colocou o mercado em alerta. O IPCA-15 avançou 0,84% no mês, bem acima das projeções que giravam entre 0,56% e 0,60%, marcando a maior surpresa altista para fevereiro desde 2003. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da pressão no mês, o acumulado em 12 meses recuou de 4,50% até janeiro para 4,10% até fevereiro, reforçando a leitura de que o processo de desinflação segue em curso, ainda que com ruídos no curto prazo. A principal pressão veio do setor de serviços. As passagens aéreas dispararam 11,64% na comparação mensal, tornando-se o maior fator de surpresa. O grupo Educação também pesou, com alta de 6,18% nos cursos regulares, movimento típico do período de reajuste de mensalidades. Juntos, Transportes e Educação responderam por cerca de 80% de toda a inflação registrada no mês. Clique aqui para começar a investir com quem entende Outros itens também chamaram atenção. Seguros de veículos avançaram de forma relevante, enquanto bens industriais subiram levemente acima do esperado, puxados por produtos de higiene pessoal. Serviços intensivos em mão de obra tiveram alta de 0,66%, refletindo ainda um mercado de trabalho aquecido. A deterioração qualitativa do índice na margem foi reconhecida por diferentes instituições, embora com interpretações distintas. Parte dos economistas avalia que o resultado reflete fatores sazonais e não altera a tendência estrutural de desaceleração. Outros destacam que os núcleos e a inflação de serviços seguem pressionados, o que exige cautela. O dado ganha peso extra por anteceder a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil. A reação do mercado foi imediata, com alta nos juros futuros. Ainda assim, a maior parte das casas mantém a expectativa de início do ciclo de cortes em março, possivelmente com redução de 0,50 ponto percentual na Selic, embora o tom possa ser mais conservador diante do quadro recente. Projeções para o IPCA de 2026 seguem próximas de 3,8%, indicando confiança de que a surpresa de fevereiro esteja concentrada em itens voláteis e não comprometa a trajetória de convergência à meta. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!

IPCA repete alta de 0,33% em janeiro, com gasolina pressionando e energia elétrica aliviando inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% em janeiro, repetindo o resultado observado em dezembro de 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses passou a 4,44%. No mesmo mês do ano passado, o índice havia avançado 0,16%. O comportamento dos preços foi marcado por forças opostas, com a alta da gasolina pressionando o indicador, enquanto a queda da energia elétrica residencial ajudou a conter o avanço da inflação. Entre os grupos de despesas, Transportes foi o principal responsável pelo impacto no índice do mês, com variação de 0,60% e contribuição de 0,12 ponto percentual. O resultado refletiu principalmente o aumento de 2,14% nos combustíveis, com destaque para a gasolina, que subiu 2,06% após o reajuste do ICMS a partir de 1º de janeiro. Etanol, óleo diesel e gás veicular também apresentaram elevação de preços. Além disso, reajustes nas tarifas de ônibus urbano em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza contribuíram para a pressão no grupo, apesar das quedas expressivas nos preços do transporte por aplicativo e das passagens aéreas. Na direção contrária, o grupo Habitação recuou 0,11% em janeiro, exercendo o maior impacto negativo sobre o IPCA. A queda foi puxada pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial, explicada pela mudança da bandeira tarifária amarela, vigente em dezembro, para a bandeira verde em janeiro, sem cobrança adicional. O Vestuário também apresentou deflação no período, com recuo de 0,25% nos preços. Clique aqui para começar a investir com quem entende A maior alta entre os grupos foi registrada em Comunicação, que avançou 0,82%, impulsionada pelo encarecimento de aparelhos telefônicos e reajustes em planos de serviços de TV por assinatura e combos de telefonia e internet. Já Saúde e cuidados pessoais subiu 0,70%, refletindo aumentos nos artigos de higiene pessoal e nos planos de saúde. O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no IPCA, mostrou desaceleração, com alta de 0,23% em janeiro, ante 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio avançou apenas 0,10%, influenciada pelas quedas do leite longa vida e do ovo de galinha, enquanto altas expressivas do tomate e das carnes limitaram uma desaceleração maior. A alimentação fora do domicílio também perdeu força, com variação de 0,55%. No recorte regional, Rio Branco (AC) apresentou a maior variação do IPCA em janeiro, com alta de 0,81%, pressionada pelos preços da energia elétrica e de itens de higiene pessoal. Já Belém (PA) registrou a menor inflação do mês, com avanço de 0,16%, beneficiada pela queda na conta de luz e nas passagens aéreas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que reflete a inflação para famílias de menor renda, teve alta de 0,39% em janeiro, acima dos 0,21% registrados em dezembro. No acumulado de 12 meses, o INPC chegou a 4,30%, mostrando aceleração frente ao período anterior. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!