A taxa de desocupação brasileira recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026, uma queda de 0,7 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano, quando estava em 6,1%. Na comparação anual, o indicador também apresentou melhora, com recuo de 5,8% para 5,4%. O resultado representa o menor nível para um segundo trimestre desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012.
A melhora foi disseminada pelo país. A taxa de desemprego caiu em 13 unidades da federação, com os maiores recuos registrados no Rio Grande do Norte, de 1,9 ponto percentual, na Paraíba e no Acre, ambos com queda de 1,6 ponto. Santa Catarina apresentou a menor taxa de desocupação do país, de 2,1%, seguida por Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%. No outro extremo, Amapá, Bahia e Pernambuco registraram as maiores taxas.
Apesar do avanço do mercado de trabalho, permanecem diferenças importantes entre os grupos da população. A taxa de desocupação foi de 4,6% entre os homens e 6,4% entre as mulheres. Por cor ou raça, o indicador ficou em 4,2% entre os brancos, enquanto alcançou 6,9% entre os pretos e 6,1% entre os pardos. Entre os trabalhadores com ensino médio incompleto, a taxa chegou a 9,0%, ante 3,0% entre aqueles com ensino superior completo.

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A informalidade continua sendo um dos principais pontos de atenção. No segundo trimestre, 37,4% da população ocupada estava em situação informal, enquanto 25,3% trabalhava por conta própria. O percentual de empregados com carteira assinada correspondia a 74,4% dos trabalhadores do setor privado. Santa Catarina apresentou a menor taxa de informalidade, de 25,4%, enquanto Maranhão teve a maior, de 56,9%.
Outro sinal positivo veio do desemprego de longa duração. O número de pessoas que procuravam trabalho havia dois anos ou mais caiu 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, passando de 1,3 milhão para 1,1 milhão. A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 12,9%, com grande diferença entre os estados: variou de 4,1% em Santa Catarina a 26,6% no Piauí.
A renda também permaneceu em patamar elevado. O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 3.738 no segundo trimestre, acima dos R$ 3.635 registrados um ano antes, enquanto a massa de rendimentos chegou a R$ 380,3 bilhões, alta em relação aos R$ 367,1 bilhões de um ano atrás. Os dados reforçam a resiliência do mercado de trabalho e ajudam a sustentar o consumo das famílias, mesmo diante do ambiente de juros elevados.





