Desemprego no Brasil recua para 5,2% e população ocupada atinge recorde histórico

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30). O resultado veio em linha com a mediana das estimativas consultadas pela Reuters e representa uma queda em relação aos 5,4% registrados no segundo trimestre e aos 5,6% observados no mesmo período de 2025. O número de pessoas desocupadas chegou a 5,6 milhões, uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior, equivalente a 234 mil pessoas a menos. Na comparação anual, a queda foi de 6,9%, com recuo de 417 mil pessoas. A população ocupada alcançou 103,6 milhões de trabalhadores, o maior contingente desde o início da série histórica, em 2012. O total cresceu 0,6% no trimestre, com a entrada de 581 mil pessoas no mercado de trabalho, e avançou 1,2% em um ano, o equivalente a 1,2 milhão de ocupados. Entre os setores, a construção se destacou, com alta de 2,8% e acréscimo de 210 mil trabalhadores no período. O contingente de empregadores também atingiu recorde, chegando a 4,5 milhões de pessoas. O grupo apresentou crescimento de 4,3% no trimestre, com mais 184 mil pessoas, e de 6,4% em 12 meses, um acréscimo de 272 mil. Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE, a expansão dos empreendimentos contribui para a geração de novas oportunidades de trabalho. No setor público, o número de empregados chegou a 13,2 milhões, também o maior da série. O contingente ficou estável na comparação trimestral, mas cresceu 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, com 317 mil pessoas a mais. O avanço foi influenciado principalmente por contratações na educação e na administração pública municipal. Já o número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu em 39,4 milhões, sem variação no trimestre ou no ano. Também ficaram estáveis os contingentes de trabalhadores sem carteira no setor privado, de trabalhadores por conta própria e de empregados domésticos. Para Kratochwill, esse comportamento pode refletir uma postura de cautela do mercado de trabalho diante das possíveis mudanças relacionadas ao período eleitoral, cujo impacto deverá ficar mais claro nas próximas divulgações. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!

Brasil cria 165,8 mil vagas formais em agosto, acima das expectativas

O Brasil criou 165.827 vagas formais de trabalho em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado corresponde ao saldo entre 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos registrados no mês. O número ficou acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam a criação líquida de 97.826 postos de trabalho. O desempenho indica um ritmo de geração de empregos formais superior ao esperado para o período. O resultado do mercado de trabalho é acompanhado de perto pelos agentes econômicos por seus efeitos sobre a renda, o consumo das famílias e a atividade econômica. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!

IPC-S acelera na terceira quadrissemana de setembro e acumula alta de 3,80% em 12 meses

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,52% na terceira quadrissemana de setembro de 2026, acelerando em relação à leitura anterior. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 3,80%. O grupo Alimentação foi o principal responsável pelo resultado, com a taxa de variação passando de 0,21% na segunda quadrissemana para 0,58% na terceira. Também apresentaram aceleração os grupos Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa passou de -1,34% para -1,12%, e Vestuário, que avançou de 0,06% para 0,30%. Na direção contrária, houve desaceleração em Despesas Diversas, de 1,83% para 1,02%; Habitação, de 1,94% para 1,86%; Saúde e Cuidados Pessoais, de 0,26% para 0,19%; e Comunicação, de 0,27% para 0,21%. O grupo Transportes manteve a taxa de -0,09% registrada na apuração anterior. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!