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Desemprego sobe no início do ano, mas mantém menor nível histórico para o período

Taxa de 6,1% no trimestre até março reflete movimento sazonal, enquanto renda e emprego formal mostram resiliência.

A taxa de desocupação no Brasil subiu para 6,1% no trimestre móvel encerrado em março de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado representa um avanço de 1,0 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado em dezembro, mas ainda permanece 0,9 ponto abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Apesar da alta recente, trata-se do menor índice para trimestres encerrados em março desde o início da série histórica, em 2012.

O número de pessoas desocupadas chegou a 6,6 milhões, um aumento de 19,6% na comparação trimestral, o equivalente a mais 1,1 milhão de brasileiros em busca de trabalho. Na comparação anual, no entanto, houve redução de 13,0%, indicando melhora estrutural no mercado de trabalho ao longo dos últimos meses.

A população ocupada totalizou 102 milhões de pessoas, com recuo de 1,0% no trimestre, refletindo a perda de cerca de 1 milhão de postos de trabalho. Ainda assim, o contingente segue 1,5% acima do observado no mesmo período do ano anterior. Entre os setores, Comércio, Administração Pública e Serviços Domésticos concentraram as maiores perdas recentes, somando mais de 870 mil vagas a menos, em um movimento considerado sazonal, ligado ao encerramento de contratos temporários e à dinâmica típica do início do ano.

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Por outro lado, a comparação anual mostra avanços em segmentos mais estruturados, como Informação e Comunicação, além de atividades financeiras, imobiliárias e profissionais, que ampliaram o número de ocupados. A informalidade também apresentou melhora, recuando para 37,3% da população ocupada, refletindo principalmente a redução de trabalhadores sem carteira assinada.

No campo da renda, os indicadores seguem positivos. O rendimento médio real atingiu R$ 3.722, novo recorde da série, com crescimento tanto na comparação trimestral quanto anual. A massa de rendimentos também renovou máxima histórica, alcançando R$ 374,8 bilhões, sustentada pela melhora gradual da qualidade do emprego e pelo aumento da formalização.

O conjunto dos dados sugere um mercado de trabalho ainda resiliente, apesar das oscilações típicas do início do ano. A combinação entre queda anual do desemprego, avanço da renda e redução da informalidade indica um cenário de recuperação gradual, ainda que com desafios no curto prazo.

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