A economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2,2% no segundo trimestre, segundo a terceira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada nesta quarta-feira pelo Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio.
O resultado representa uma revisão significativa em relação à estimativa anterior, que apontava crescimento de 1,5%. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado permanecesse inalterado.
O avanço foi sustentado principalmente pelo consumo das famílias e pelos investimentos empresariais ligados à infraestrutura de inteligência artificial (IA). Os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da economia americana, cresceram 3,8% no período, acima da estimativa anterior de 3,4%.

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No primeiro trimestre, o consumo havia avançado 0,7%. A revisão também elevou o crescimento do PIB daquele período, de 2,1% para 2,5%.
Os investimentos das empresas em equipamentos mantiveram ritmo de crescimento de dois dígitos, refletindo a expansão dos projetos relacionados à inteligência artificial. A demanda doméstica também apresentou desempenho mais forte: as vendas finais a compradores domésticos privados cresceram 4,6% no segundo trimestre, ante estimativa anterior de 4,2%.
Apesar da força da atividade, a inflação continua pressionando os orçamentos das famílias, especialmente devido ao aumento dos preços da gasolina. Ainda assim, o consumo permaneceu resiliente ao longo do trimestre, apoiado também pela valorização do mercado acionário e pela redução da taxa de poupança das famílias.
Os dados revisados pelo Departamento de Comércio incorporam novas informações sobre a economia americana desde 2021. O resultado do segundo trimestre reforça a avaliação de que a atividade dos Estados Unidos manteve ritmo sólido, mesmo diante de um ambiente de inflação elevada e incertezas relacionadas ao cenário internacional.





