PIB dos EUA desacelera no quarto trimestre e paralisação do governo pesa sobre atividade

A economia dos Estados Unidos perdeu fôlego no último trimestre de 2025 e cresceu bem menos do que o previsto pelo mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) avançou a uma taxa anualizada de 1,4% entre outubro e dezembro, segundo estimativa preliminar divulgada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. A projeção de analistas apontava expansão de 3,0%. O resultado representa desaceleração significativa frente ao ritmo de 4,4% observado no terceiro trimestre. Parte da perda de tração é atribuída à paralisação do governo federal no ano passado, que afetou serviços públicos, reduziu gastos federais e comprometeu temporariamente benefícios sociais. O Escritório Orçamentário do Congresso estimou que o fechamento pode ter retirado até 1,5 ponto percentual do PIB no período, embora parte da produção deva ser recuperada ao longo deste ano. Clique aqui para começar a investir com quem entende O então presidente Donald Trump afirmou que a paralisação custou ao menos dois pontos percentuais do PIB e defendeu juros mais baixos para estimular a atividade. O relatório, divulgado após atraso provocado pelo fechamento recorde de 43 dias do governo, também evidenciou um crescimento econômico com geração fraca de empregos. Em 2025, foram criadas apenas 181 mil vagas, o menor volume fora do período da pandemia desde a crise de 2009 e bem abaixo das 1,459 milhão registradas em 2024. Economistas apontam um cenário de economia em “K”, no qual famílias de renda mais alta mantêm consumo robusto, enquanto consumidores de renda mais baixa enfrentam dificuldades diante da inflação elevada e do enfraquecimento do poder de compra. Os gastos do consumidor, principal motor da economia americana, perderam força no quarto trimestre após avançarem 3,5% no período anterior. Ainda assim, medidas de estímulo, como cortes de impostos e investimentos em inteligência artificial, podem sustentar parte da atividade ao longo de 2026, evitando uma desaceleração mais acentuada. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!

Inflação dos EUA sobe 0,2% em janeiro e fica abaixo do esperado pelo mercado

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos avançaram 0,2% em janeiro, após alta de 0,3% em dezembro, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho. O resultado veio ligeiramente abaixo da mediana das projeções de analistas ouvidos pela Reuters, que apontavam alta mensal de 0,3%. Em 12 meses, o índice desacelerou para 2,4%, ante 2,7% registrados até dezembro, também abaixo da estimativa de 2,5%. A leitura de janeiro reflete uma dinâmica típica de início de ano, combinada com a estabilização do mercado de trabalho e a continuidade do repasse das tarifas comerciais adotadas pelo governo Donald Trump. O relatório também incorporou novos fatores de ajuste sazonal recalculados para refletir os movimentos de preços de 2025. A divulgação dos dados sofreu leve atraso devido à paralisação de três dias do governo federal, episódio que reacendeu preocupações sobre volatilidade estatística,embora economistas esperassem maior normalização neste início de ano. Clique aqui para começar a investir com quem entende O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% no mês, após alta de 0,2% em dezembro. Em 12 meses, o núcleo desacelerou para 2,5%, ante 2,6% no mês anterior, movimento influenciado pela saída de leituras mais elevadas da base de comparação. Ainda assim, tanto o CPI quanto o índice de preços de gastos com consumo (PCE), referência do Federal Reserve para a meta de 2%, seguem acima do objetivo. O dado de inflação se soma a sinais de resiliência do mercado de trabalho, com aceleração na criação de vagas e recuo da taxa de desemprego de 4,4% para 4,3% em janeiro. Diante desse cenário, o Fed manteve recentemente a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, indicando cautela enquanto avalia os próximos passos da política monetária. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!

Estoques de petróleo dos EUA caem e surpreendem o mercado, aponta DoE

Os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos registraram uma queda expressiva de 3,455 milhões de barris na semana encerrada em 30 de janeiro, totalizando 420,299 milhões de barris, segundo dados divulgados pelo Departamento de Energia (DoE). O resultado surpreendeu o mercado, já que analistas consultados pelo The Wall Street Journal esperavam estabilidade nos volumes armazenados. Em contrapartida, os estoques de gasolina apresentaram aumento de 685 mil barris, alcançando 257,898 milhões de barris, abaixo da projeção de alta de 1,3 milhão. Já os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo de aquecimento, recuaram 5,553 milhões de barris, para 127,368 milhões de barris, queda bem mais intensa do que a retração de 2,4 milhões estimada pelos analistas. Clique aqui para começar a investir com quem entende A taxa de utilização da capacidade das refinarias norte-americanas recuou de 90,9% para 90,5% no período, movimento mais moderado do que o esperado pelo mercado, que projetava uma queda para 89,9%. O dado indica manutenção de um nível elevado de atividade no setor de refino, mesmo diante da redução nos estoques. No centro de distribuição de Cushing, em Oklahoma (referência para os contratos do petróleo WTI) os estoques diminuíram em 743 mil barris, totalizando 24,042 milhões de barris. A produção média diária de petróleo nos Estados Unidos também apresentou recuo, ficando em 13,215 milhões de barris na semana analisada. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!