O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez registrou leve queda na última semana, sinalizando que o mercado de trabalho dos Estados Unidos segue relativamente sólido, mesmo em um ambiente de maior incerteza econômica. Na semana encerrada em 24 de janeiro, os pedidos iniciais diminuíram em 1.000, totalizando 209 mil solicitações, segundo dados ajustados sazonalmente divulgados pelo Departamento do Trabalho.
O dado da semana anterior foi revisado para cima, passando de 200 mil para 210 mil pedidos, enquanto economistas ouvidos pela Reuters projetavam 205 mil solicitações no período mais recente. A leitura veio acompanhada do feriado de Martin Luther King Jr., fator que costuma aumentar a volatilidade das estatísticas. Além disso, eventos climáticos, como a tempestade de inverno que atingiu grande parte do país com neve e temperaturas extremas, devem manter os números instáveis nas próximas semanas.

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Apesar dessas oscilações, o patamar dos pedidos permanece baixo em termos históricos, refletindo a postura cautelosa das empresas em relação a demissões. Com um cenário econômico em constante transformação (especialmente diante das discussões sobre tarifas de importação), empregadores têm evitado cortes de pessoal, ainda que o ritmo mais fraco de contratações esteja elevando a apreensão das famílias sobre as perspectivas do emprego.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou nesta semana que os indicadores sugerem uma estabilização das condições do mercado de trabalho após um período de enfraquecimento gradual. O banco central norte-americano manteve a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, reforçando a avaliação de que o mercado de trabalho segue resiliente, embora sob observação atenta das autoridades monetárias.




