Os preços da indústria brasileira registraram queda de 0,30% em maio na comparação com abril, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo IBGE. O resultado marca uma inversão em relação ao avanço de 2,62% observado no mês anterior e reflete um movimento de acomodação em importantes cadeias produtivas, especialmente no setor de alimentos.
Apesar da retração mensal, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) ainda acumula alta de 4,80% nos cinco primeiros meses de 2026 — o quarto maior resultado para um mês de maio desde o início da série histórica, em 2014. Em 12 meses, a variação é positiva em 1,99%.
O principal peso para o recuo de maio veio do setor de alimentos, que sozinho respondeu por -0,48 ponto percentual no índice geral. A atividade recuou 2,05%, influenciada pela queda nos preços do açúcar, que acompanharam o avanço da safra de cana-de-açúcar, além da redução no preço do café, em meio ao período de colheita.

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Entre os segmentos com maiores variações no mês, as indústrias extrativas tiveram forte queda de 5,90%, enquanto borracha e plástico avançaram 4,80%, madeira subiu 3,08% e outros produtos químicos registraram alta de 2,14%.
No acumulado do ano, no entanto, alguns setores seguem pressionados. O segmento de produtos químicos lidera com alta de 20,28%, seguido pelas indústrias extrativas (15,78%), borracha e plástico (14,78%) e refino de petróleo e biocombustíveis (8,27%).
Na análise por grandes categorias econômicas, os bens intermediários — que têm maior peso no índice — recuaram 0,29% e foram os que mais contribuíram para o resultado negativo do mês. Já os bens de consumo caíram 0,34%, enquanto os bens de capital recuaram 0,21%.
O resultado reforça um cenário de desaceleração pontual nos preços industriais, mas ainda com pressões localizadas em setores ligados à cadeia petroquímica e de insumos básicos, fatores que seguem no radar do mercado para avaliar impactos futuros sobre a inflação ao consumidor.





