O mercado de trabalho brasileiro perde ritmo em maio, segundo os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O país registrou a abertura de 72.960 vagas formais no período, desempenho que ficou abaixo da expectativa de analistas e marcou o resultado mais fraco para o mês desde 2020, quando a pandemia provocou forte impacto na atividade econômica.
O saldo positivo foi resultado de 2.207.303 admissões contra 2.134.343 desligamentos, mas veio distante da projeção de 115 mil vagas estimada por economistas consultados pelo mercado. O número também representa uma desaceleração importante em relação a maio de 2025, quando foram criados 153.108 postos formais.
No acumulado de 2026 até maio, o saldo é de 767.326 novas vagas, volume inferior ao observado no mesmo período do ano passado, quando o país havia gerado 1.067.108 empregos. Trata-se também do menor resultado para os cinco primeiros meses do ano desde o início da série histórica do Novo Caged, desconsiderando o impacto extraordinário da pandemia em 2020.

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Apesar do enfraquecimento no ritmo de contratações, todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo no mês. O setor de serviços manteve a liderança na geração de empregos, com 45.655 novas vagas, reforçando seu papel como principal motor do mercado de trabalho formal. Na sequência aparecem a construção civil, com 12.096 postos, e a agropecuária, com 10.205.
A indústria contribuiu com 4.974 vagas, enquanto o comércio teve desempenho praticamente estável, com apenas 40 novos postos de trabalho, indicando perda de tração no consumo e maior cautela por parte das empresas.
Os dados reforçam a percepção de um mercado de trabalho ainda resiliente, mas em processo de moderação, em meio a juros elevados, crédito mais restrito e um ambiente econômico de menor expansão. A leitura acende um sinal de atenção para os próximos meses, especialmente diante da desaceleração da atividade e do impacto do custo financeiro sobre empresas e famílias.





