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Pedidos de auxílio-desemprego caem nos EUA e reforçam expectativa de juros elevados por mais tempo

Mercado de trabalho norte-americano segue resiliente, enquanto inflação ligada à crise no Oriente Médio mantém pressão sobre o Federal Reserve.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos recuaram na última semana, sinalizando que o mercado de trabalho segue resistente mesmo diante das incertezas provocadas pelo avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O resultado fortalece a percepção de que o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros elevados por um período mais longo para conter as pressões inflacionárias.

De acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano, os pedidos de auxílio-desemprego caíram em 3 mil na semana encerrada em 16 de maio, totalizando 209 mil solicitações com ajuste sazonal. O número veio ligeiramente abaixo da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam 210 mil pedidos.

O resultado reforça a leitura de que o mercado de trabalho dos Estados Unidos permanece aquecido, mesmo em um ambiente de desaceleração econômica global e aumento dos custos provocados pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

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O conflito no Oriente Médio tem provocado impactos relevantes sobre os preços internacionais de commodities, principalmente após interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Além da alta do petróleo, produtos como fertilizantes, alumínio e petroquímicos também passaram a registrar pressões nos preços, elevando as preocupações inflacionárias.

Com esse cenário, integrantes do Fed vêm demonstrando maior cautela em relação ao início de um ciclo de cortes de juros. A ata da última reunião da autoridade monetária, realizada no fim de abril, mostrou que dirigentes passaram a discutir a possibilidade de novas altas de juros caso a inflação continue pressionada pela escalada dos custos globais.

Os mercados financeiros seguem apostando que o banco central norte-americano manterá a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% ao longo do próximo ano, enquanto acompanha os efeitos da guerra sobre a economia e os preços ao consumidor.

Apesar da expectativa de aumento nos pedidos de auxílio-desemprego nos próximos meses, por fatores sazonais típicos do verão norte-americano, economistas avaliam que o mercado de trabalho continua em um ambiente de estabilidade, marcado por baixo nível de demissões e ritmo moderado de contratações.

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