O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,35% em outubro, acima da alta de 0,25% registrada em setembro. Com o resultado, o indicador acumula avanço de 6,75% em 12 meses, superando os 6,58% observados no mesmo período de 2025.
O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços acelerou de 0,17% para 0,40% no período. Dentro da categoria de Materiais e Equipamentos, a variação passou de 0,17% em setembro para 0,41% em outubro. O principal destaque foi o subgrupo de materiais para estrutura, cuja taxa avançou de 0,07% para 0,72%, indicando maior pressão sobre os custos dos insumos utilizados nas obras.
Os serviços também registraram aceleração, com alta de 0,31% em outubro, ante 0,15% no mês anterior. O movimento foi influenciado pelo item projetos, cuja variação passou de 0,10% para 0,44%.
Na direção oposta, o índice de Mão de Obra desacelerou de 0,37% em setembro para 0,27% em outubro, ajudando a limitar o avanço geral dos custos da construção.
Entre as sete capitais pesquisadas, cinco apresentaram aceleração: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Recife registrou desaceleração, enquanto o Rio de Janeiro manteve a mesma taxa de variação observada no mês anterior, de 0,20%.
O resultado de outubro mostra que a pressão sobre os custos da construção civil ganhou força, sobretudo nos materiais e serviços. A evolução desses componentes pode influenciar o orçamento de obras e os investimentos do setor, mesmo com a desaceleração registrada nos custos de mão de obra.





