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IGP-10 acelera para 1,76% em outubro, pressionado pelos preços ao produtor

Índice da FGV acumula alta de 5,02% em 12 meses, com avanço da gasolina e de produtos agropecuários; inflação ao consumidor desacelera e custos da construção perdem força.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) acelerou de 1,47% em setembro para 1,76% em outubro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,79% em 2026 e de 5,02% nos últimos 12 meses. Em outubro de 2025, a variação mensal havia sido de 0,08%, com avanço acumulado de 1,60% em 12 meses.

O principal fator por trás da aceleração foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 2,36% em outubro, ante 1,90% no mês anterior. A pressão veio de produtos como gasolina automotiva, itens da cadeia da soja e bovinos. Os preços das matérias-primas brutas avançaram 3,81%, enquanto os bens finais aceleraram de 0,56% para 1,48%. Já os bens intermediários passaram de alta de 0,47% para 1,16%.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou de 0,44% em setembro para 0,39% em outubro. A principal pressão veio do grupo Alimentação, cuja taxa passou de 0,03% para 1,09%, influenciada pela alta de alimentos in natura, como tomate, batata-inglesa e cebola. Educação, Leitura e Recreação também saiu de queda de 1,20% para alta de 0,43%, enquanto Vestuário passou de -0,20% para 0,20%.

Em contrapartida, quatro grupos registraram desaceleração: Habitação, de 1,68% para 0,23%; Despesas Diversas, de 2,11% para 0,06%; Saúde e Cuidados Pessoais, de 0,25% para 0,18%; e Transportes, de 0,16% para 0,12%. A queda de itens como café em grão e energia elétrica residencial ajudou a conter parte das pressões sobre o índice.

Na construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou de 0,50% em setembro para 0,28% em outubro. Materiais e Equipamentos passaram de 0,30% para 0,28%, enquanto os custos de mão de obra recuaram de 0,80% para 0,27%. Em sentido contrário, o grupo Serviços acelerou de 0,18% para 0,29%.

O resultado evidencia a influência dos preços ao produtor sobre o IGP-10, mesmo diante da desaceleração da inflação ao consumidor e dos custos da construção. A evolução das commodities, dos combustíveis e dos alimentos permanece relevante para a trajetória dos preços na economia brasileira.

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