IGP-DI recua 1,80% em junho e intensifica tendência de deflação na indústria brasileira

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 1,80% em junho, aprofundando o movimento de retração observado em maio (-0,85%). Com esse resultado, o índice acumula recuo de 1,76% no ano, mas ainda mantém alta de 3,83% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a principal explicação para o recuo está no comportamento das matérias-primas brutas. “O café vem acumulando quedas expressivas ao produtor, o que já começa a impactar o varejo. O mesmo vale para o minério de ferro, essencial na cadeia do aço, que registrou queda significativa nos preços”, afirmou. Clique aqui para começar a investir com quem entende O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% da composição do IGP-DI, apresentou queda de 2,72% em junho, contra -1,38% em maio. Entre os segmentos, os Bens Finais inverteram a trajetória e recuaram 0,88%, enquanto Bens Intermediários caíram 1,24% e as Matérias-Primas Brutas intensificaram a baixa, com queda de 4,95%. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou, passando de 0,34% em maio para 0,16% em junho. Alimentos, saúde, habitação e transportes registraram alívio nos preços. O núcleo da inflação, que exclui itens mais voláteis, caiu de 0,36% para 0,32%, reforçando a perda de fôlego inflacionário. Já o Índice de Difusão – que mede a proporção de produtos com variações positivas – recuou de 60,65% para 50,97%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,69% em junho, levemente acima da taxa de maio (0,58%). O avanço foi puxado pelo grupo de Serviços, que acelerou de 0,45% para 1,26%, e pela reversão da queda nos Materiais e Equipamentos, que subiram 0,12%. A Mão de Obra, no entanto, teve leve desaceleração, passando de 1,68% para 1,32%.A combinação de desaceleração no varejo e forte recuo nos preços industriais reforça um cenário de alívio inflacionário nos custos de produção, com impactos esperados para os preços ao consumidor nos próximos meses. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!

Relatório Focus – 07/07/2025

Toda segunda-feira, o Banco Central divulga o Relatório Focus, que traz as principais informações sobre o sentimento do mercado com relação à parâmetros extremamente importantes para um melhor entendimento do mercado e a economia. Hoje, dia 07/07 o Bacen divulgou o seu relatório, com os principais destaques abaixo:  Pela sexta semana, o IPCA (principal índice de inflação) previsto para 2025 sua expectativa teve queda ficando em 5,18%. Já o IPCA para 2026 teve sua expectativa mantida em 4,50%, pela oitava semana. Com relação ao PIB para 2025, sua expectativa teve aumento em 2,23%, pela primeira semana. Para 2026, a expectativa para o PIB teve queda em 1,86% pela primeira semana. Clique aqui para começar a investir com quem entende Quanto ao câmbio, paridade Dólar/Real, para 2025, estima-se um dólar equivalente a R$ 5,70 (expectativa se manteve com relação à semana anterior). Já para 2026, a expectativa é de R$ 5,75 (expectativa teve queda com relação à semana anterior). Por último, quanto à Taxa Selic para 2025, o mercado espera uma taxa básica de juros de 15,00% (expectativa se manteve com relação a semana anterior). A taxa Selic esperada para 2026 teve sua expectativa mantida em 12,50%. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!