A inflação ao consumidor na China voltou ao campo positivo em junho, após cinco meses consecutivos de estagnação ou queda, mas os preços no atacado registraram nova e mais profunda deflação. Os dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostram que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% na comparação anual, superando a expectativa de estabilidade apontada por analistas ouvidos pela Reuters.
Na comparação com o mês anterior, o CPI caiu 0,1%, o que confirma uma tendência de consumo ainda hesitante, embora em linha com as previsões. Em maio, a variação mensal havia sido de -0,2%.

Clique aqui para começar a investir com quem entende
Por outro lado, o índice de preços ao produtor (PPI), que reflete os preços praticados pelas indústrias no início da cadeia produtiva, caiu 3,6% em junho frente ao mesmo mês de 2024 o recuo mais acentuado desde julho de 2023. A deflação nesse indicador veio pior do que os -3,3% registrados em maio e também abaixo da estimativa de -3,2% do mercado.
O cenário reflete os desafios enfrentados pela segunda maior economia do mundo, que lida com baixa demanda interna, impactos persistentes da crise no setor imobiliário e crescentes incertezas externas, como a intensificação das tensões comerciais globais, especialmente com os Estados Unidos.
A combinação de inflação fraca no varejo e deflação industrial acende um sinal de alerta para o governo chinês, que pode intensificar estímulos econômicos nos próximos meses para evitar uma desaceleração mais profunda.





