As vendas do comércio varejista no Brasil registraram leve queda de 0,2% em maio, em relação a abril, mantendo-se estáveis pelo segundo mês consecutivo após recuo de 0,4% no mês anterior. A informação é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a estabilidade no índice ocorre após o pico registrado em março, quando o varejo alcançou o maior nível da série histórica iniciada em 2000. “É o efeito base. Estamos comparando com um patamar muito elevado, somado à retração no crédito à pessoa física”, explica.
Na comparação com maio de 2024, o setor avançou 2,1%, e no acumulado de 2025, a alta já chega a 2,2%. Nos últimos 12 meses, o comércio varejista acumula crescimento de 3,0%, evidenciando a resiliência do consumo em meio a um cenário econômico de juros ainda elevados.

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Entre as atividades que impulsionaram o desempenho em maio estão Equipamentos e material de informática e comunicação (3,0%), Móveis e eletrodomésticos (2,0%) e Artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (1,7%). A valorização do real frente ao dólar desde fevereiro favoreceu produtos importados e tecnológicos, enquanto a recuperação no segmento de eletrodomésticos reflete um ano mais positivo para a categoria, após um período de retração.
Por outro lado, registraram queda no mês os segmentos de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,1%), Livros e papelaria (-2,0%) e Combustíveis e lubrificantes (-1,7%). No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado especializado, o volume de vendas cresceu 0,3% em maio, após queda de 1,9% em abril.
Na comparação anual, seis das oito atividades pesquisadas apresentaram crescimento. Destaque para Tecidos, vestuário e calçados (+7,1%), Móveis e eletrodomésticos (+7,0%) e Equipamentos de informática e comunicação (+4,7%). Apenas combustíveis (-0,6%) e artigos de uso pessoal (-0,4%) apresentaram retração frente a maio de 2024.
No varejo ampliado, o destaque foi Material de Construção, com alta de 4,7% no ano, enquanto o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo recuou 5,1% no mesmo comparativo. “O cenário ainda é de solidez, com resultados sustentados principalmente pelo consumo de bens duráveis e pela recuperação de segmentos anteriormente fragilizados”, resume Santos.




