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IGP-10 cai 0,51% em agosto, puxado por queda nos preços de energia e combustíveis

Índice acumula alta de 1,48% no ano e de 2,00% em 12 meses; preços ao consumidor recuaram 0,47%, enquanto custos da construção aceleraram.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) recuou 0,51% em agosto, após queda de 1,13% em julho, segundo dados da FGV. Com o resultado, o indicador acumula alta de 1,48% no ano e de 2,00% nos últimos 12 meses. Em agosto de 2025, o índice havia avançado 0,16% e acumulava alta de 2,84% em 12 meses.

A queda foi influenciada principalmente pelo comportamento dos preços de energia. No Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-10, os derivados de petróleo e biocombustíveis recuaram 10%, enquanto os produtos químicos tiveram queda de 1,48%. O IPA caiu 0,69% em agosto, ante retração de 1,76% no mês anterior.

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No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a queda foi de 0,47%, após alta de 0,23% em julho. Sete das oito classes de despesa registraram desaceleração, com destaque para Habitação, cuja taxa passou de alta de 0,38% para queda de 1,10%. O movimento foi influenciado principalmente pela redução de 8% na tarifa de energia elétrica residencial, decorrente da aplicação do Bônus de Itaipu para consumidores elegíveis.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,65% em agosto, repetindo a taxa registrada em julho. O grupo Materiais e Equipamentos desacelerou de 0,46% para 0,20%, enquanto Serviços acelerou de 0,17% para 0,34%. A principal pressão veio da Mão de Obra, cuja alta passou de 0,96% para 1,25%, refletindo reajustes salariais em todas as capitais pesquisadas.

Apesar da queda do IGP-10, a composição do indicador mostra comportamentos distintos entre seus componentes. Enquanto os preços no atacado e ao consumidor foram beneficiados pelo recuo da energia e de alguns insumos, os custos da construção permaneceram pressionados pelos reajustes de mão de obra, com Porto Alegre registrando alta de 3,5% nessa categoria.

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