A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado representa estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas queda de 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice estava em 6,2%.
O dado marca o menor nível de desemprego para meses de maio desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012, consolidando a tendência de fortalecimento do mercado de trabalho brasileiro. Para efeito de comparação, no auge da crise provocada pela pandemia, a taxa chegou a 14,9% em 2021.
Segundo o IBGE, a estabilidade observada no trimestre tem caráter sazonal, refletindo um período em que empresas começam a estruturar contratações e planejamentos para o segundo semestre. Ainda assim, o nível historicamente baixo reforça uma dinâmica estrutural mais favorável para o emprego no país.
O número de brasileiros sem ocupação somou 6,1 milhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas com redução de 624 mil pessoas frente ao mesmo período do ano passado. Já a população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas, alta de 0,5% no trimestre e avanço de 0,8% em 12 meses.

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O levantamento também mostrou estabilidade no emprego formal no setor privado, que segue com 39,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A informalidade, por sua vez, recuou levemente para 37,3% da população ocupada, indicando uma gradual melhora na qualidade da ocupação.
Outro destaque foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que caiu para 13,3%, o menor patamar desde o início da série histórica. O indicador inclui pessoas desempregadas, subocupadas ou desalentadas e reforça a leitura de um mercado mais aquecido.
Além disso, a população desalentada (pessoas que desistiram de procurar trabalho) recuou para 2,4 milhões, com queda de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
O cenário reforça a percepção de uma economia ainda resiliente no mercado doméstico, embora os desafios ligados à inflação, juros elevados e desaceleração global sigam no radar dos investidores.





