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IPCA-15 desacelera em janeiro, mas pressão em saúde e alimentos mantém inflação em 4,50% em 12 meses

Prévia da inflação fica em 0,20%, com forte impacto de higiene pessoal e retomada da alta da alimentação no domicílio, enquanto energia elétrica e passagens aéreas aliviam o índice.

A prévia da inflação oficial de janeiro ficou em 0,20%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados nesta segunda-feira (27) pelo IBGE. O resultado representa uma desaceleração de 0,05 ponto percentual em relação a dezembro, mas mantém o acumulado em 12 meses em 4,50%, acima dos 4,41% registrados no período imediatamente anterior.

O principal impacto positivo no índice veio do grupo Saúde e cuidados pessoais, que avançou 0,81% e exerceu a maior influência sobre o resultado do mês. O movimento foi puxado, sobretudo, pelos artigos de higiene pessoal, que subiram 1,38%, após queda expressiva em dezembro, além do reajuste de 0,49% nos planos de saúde.

Após sete meses consecutivos de recuo, a alimentação no domicílio voltou a subir, com alta de 0,21%. Com isso, o grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro. Entre os destaques de alta estão tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Em contrapartida, leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) ajudaram a conter uma pressão ainda maior. Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,56%, influenciada por lanches e refeições.

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Entre os grupos que contribuíram para aliviar a inflação, Transportes recuou 0,13%, impactado principalmente pela queda de 8,92% nas passagens aéreas e pela redução nas tarifas de ônibus urbanos, em função da adoção de gratuidade aos domingos e feriados em algumas capitais. Ainda assim, os combustíveis registraram alta média de 1,25%, com destaque para o etanol.

O grupo Habitação também apresentou queda (-0,26%), refletindo a redução de 2,91% na energia elétrica residencial, após a mudança da bandeira tarifária amarela para a verde. Por outro lado, reajustes em água, esgoto e gás encanado limitaram uma desaceleração mais intensa do grupo.

No recorte regional, Recife registrou a maior variação do IPCA-15 em janeiro, com alta de 0,64%, pressionada principalmente pela gasolina e itens de higiene pessoal. Já São Paulo apresentou o menor resultado, com leve deflação de 0,04%, influenciada pelas quedas no leite longa vida e na energia elétrica.

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