A prévia da inflação oficial do país desacelerou em junho, mas continua mostrando pressão significativa sobre o custo de vida dos brasileiros. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançou 0,41% no mês, abaixo da alta de 0,62% registrada em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da desaceleração, o índice acumula alta de 3,45% no ano e de 4,80% nos últimos 12 meses, superando os 4,64% observados no acumulado imediatamente anterior e permanecendo em patamar elevado.
Os grupos de Alimentação e Bebidas e Habitação foram os principais responsáveis pelo resultado, concentrando cerca de 66% da inflação do mês. Juntos, os segmentos adicionaram 0,27 ponto percentual ao índice geral, refletindo o peso dos itens essenciais no orçamento das famílias.
Entre os produtos com maior impacto, a energia elétrica residencial liderou, com alta de 2,04%, impulsionada pela bandeira tarifária amarela e reajustes em distribuidoras regionais. No grupo de alimentos, a batata-inglesa disparou 29,42%, enquanto o tomate avançou 17,27% e o feijão-carioca subiu 14,29%, reforçando a pressão sobre a alimentação dentro de casa.

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No acumulado do primeiro semestre, alguns alimentos já registram aumentos expressivos. O tomate subiu mais de 103%, a cenoura avançou 103,1% e a batata-inglesa acumula alta superior a 100%, refletindo fatores de oferta e sazonalidade.
Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter uma inflação ainda maior. Os combustíveis recuaram no período, com queda de 0,73% na gasolina e de 5,30% no etanol, enquanto o café moído caiu 3,69%.
No recorte regional, Brasília registrou a maior variação do país, com alta de 0,93%, influenciada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina. Já Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador tiveram as menores taxas, todas em 0,28%.
O resultado reforça que, apesar da desaceleração pontual, a inflação segue espalhada e ainda encontra resistência para convergir de forma mais consistente, mantendo no radar do mercado os próximos passos da política monetária.





