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IPC-S acelera no fim de março com pressão de transportes e alimentos

Inflação semanal sobe 0,67% e reforça tendência de alta disseminada entre os grupos.

A inflação medida pelo IPC-S avançou 0,67% na quarta quadrissemana de março de 2026, acumulando alta de 3,47% nos últimos 12 meses. O resultado mostra uma aceleração em relação às leituras anteriores e reflete pressões mais disseminadas entre os principais grupos de consumo.

O destaque ficou para o grupo Transportes, que intensificou o ritmo de alta ao passar de 0,85% para 1,51%, sendo o principal responsável pela elevação do índice no período. O movimento indica pressão relevante sobre custos de mobilidade, com impacto direto no orçamento das famílias.

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Outros grupos também contribuíram para a aceleração da inflação. Alimentação avançou de 1,10% para 1,31%, enquanto Educação, Leitura e Recreação reduziu o ritmo de queda, passando de -1,27% para -0,97%. Já Vestuário, Habitação e Saúde e Cuidados Pessoais apresentaram elevação em suas taxas, reforçando o caráter mais disseminado da alta de preços.

Por outro lado, os grupos Comunicação e Despesas Diversas registraram desaceleração, com variações menores em relação à apuração anterior. Ainda assim, o alívio nesses segmentos não foi suficiente para compensar a pressão observada nos demais componentes do índice.

O resultado do IPC-S no fim de março reforça um cenário de inflação mais persistente no curto prazo, com destaque para itens essenciais como transporte e alimentação. Esse comportamento tende a seguir no radar do mercado, especialmente diante de seus impactos sobre as expectativas e a condução da política monetária.

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