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Inflação da zona do euro acelera em julho e reforça expectativa de novos aumentos de juros pelo BCE

Avanço dos preços da energia e aceleração da inflação de serviços mantêm pressão sobre o Banco Central Europeu, enquanto economia surpreende com crescimento acima do esperado.

A inflação da zona do euro voltou a acelerar em julho e fortaleceu as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) dará continuidade ao ciclo de alta dos juros nos próximos meses. Segundo dados divulgados pela Eurostat, a inflação anual dos 21 países que utilizam o euro avançou para 2,9%, acima dos 2,8% registrados em junho, em linha com as projeções do mercado.

O principal fator por trás da aceleração foi a alta dos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo o conflito no Irã. O encarecimento da energia voltou a pressionar os índices de preços e reforçou a preocupação das autoridades monetárias com os riscos de uma inflação mais persistente.

Outro indicador acompanhado de perto pelo BCE também apresentou deterioração. A inflação subjacente, que desconsidera os preços mais voláteis de alimentos e energia, subiu de 2,4% para 2,5%, refletindo principalmente o avanço da inflação no setor de serviços, cuja taxa alcançou 3,3%.

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Embora o dado de julho, isoladamente, não deva determinar a próxima decisão de política monetária, ele reforça o discurso adotado pelo BCE de que o cenário econômico continua compatível com novos ajustes nos juros. Antes da próxima reunião, a autoridade monetária ainda terá acesso aos números de inflação de agosto, além de novas informações sobre a atividade econômica.

Ao mesmo tempo, o desempenho da economia europeia reduziu parte das preocupações com uma desaceleração mais intensa. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,4% no segundo trimestre, resultado que ficou acima das expectativas e mostrou maior resiliência da atividade, mesmo diante do aumento dos custos da energia e das incertezas provocadas pelo cenário internacional.

Nos mercados financeiros, os investidores já incorporam a expectativa de novas elevações dos juros ao longo dos próximos meses. Já entre economistas, prevalece uma visão mais cautelosa, baseada na avaliação de que ainda será necessário acompanhar se os choques nos preços da energia irão se espalhar de forma mais ampla pela economia e manter a inflação elevada por um período prolongado.

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