>>>

IGP-10 acelera 1,47% em setembro com pressão de preços no atacado e no varejo

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) acelerou para 1,47% em setembro, após registrar deflação de 0,51% em agosto, segundo dados divulgados pela FGV. Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,97% no ano e de 3,29% em 12 meses. Em setembro de 2025, o índice havia avançado 0,21% e acumulava alta de 2,88% em 12 meses.

A principal pressão veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 1,90% no mês, após queda de 0,69% em agosto. O movimento foi especialmente intenso nas matérias-primas brutas, cuja variação passou de 0,23% para 3,91%. Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, o comportamento dos preços agropecuários refletiu, em parte, o aumento das incertezas climáticas associadas ao fortalecimento do El Niño e a antecipação de compras de empresas consumidoras de grãos.

Os preços das commodities da indústria extrativa também apresentaram volatilidade, em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Entre os demais estágios de processamento, os bens finais passaram de queda de 0,62% em agosto para alta de 0,56% em setembro, enquanto os bens intermediários avançaram 0,47%, após recuarem 1,98% no mês anterior.

Clique aqui para começar a investir com quem entende

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,44%, revertendo a queda de 0,47% registrada em agosto. Habitação foi um dos principais destaques, passando de -1,10% para 1,68%, influenciada pela alta de 7% na tarifa de energia elétrica residencial com o fim do efeito do bônus de Itaipu. O reajuste nacional da tabela de cigarros também pressionou o indicador, com alta de 16,47% no subitem.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,50% em setembro, desacelerando em relação à alta de 0,65% em agosto. O grupo Materiais e Equipamentos acelerou de 0,20% para 0,30%, enquanto Serviços desacelerou de 0,34% para 0,18% e Mão de Obra passou de 1,25% para 0,80%.

Outro ponto de atenção está nos condutores elétricos, que acumulam alta de 23% em 12 meses. De acordo com o FGV IBRE, o movimento acompanha a valorização do cobre, principal matéria-prima do produto, em um cenário de restrições à expansão da oferta global e aumento da demanda relacionado à eletrificação, à expansão das redes elétricas e aos investimentos em infraestrutura para centros de dados e inteligência artificial.

Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!