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Inflação ao produtor nos EUA sobe menos que o esperado em maio e reforça cenário de corte de juros

Avanço de 0,1% nos preços ao produtor veio abaixo das projeções, com impacto da queda nas tarifas aéreas; mercado segue atento às decisões do Fed.

Os preços ao produtor dos Estados Unidos registraram uma alta de apenas 0,1% em maio, informou nesta quinta-feira (13) o Departamento do Trabalho. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela Reuters, que previam avanço de 0,2%. Em abril, o índice havia sido revisado para uma queda de 0,2%, frente à retração de 0,5% inicialmente divulgada.

Na comparação anual, o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) acumula alta de 2,6% até maio, levemente acima dos 2,5% registrados nos 12 meses encerrados em abril. O resultado do mês passado foi influenciado principalmente pela redução nos custos de serviços, com destaque para a queda nas tarifas aéreas, o que ajudou a conter as pressões inflacionárias no curto prazo.

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Os dados reforçam o sinal de estabilidade nos preços, ao menos neste início de semestre. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI), divulgado na quarta-feira, também mostrou avanço contido, impulsionado por combustíveis e passagens aéreas mais baratas, reflexo de uma demanda ainda moderada.

Apesar do alívio nos últimos meses, economistas projetam que a inflação pode voltar a ganhar fôlego na segunda metade do ano, conforme os aumentos de custos associados a tarifas sejam repassados gradualmente aos consumidores.

Com os números atuais, cresce a expectativa de que o Federal Reserve mantenha a taxa básica de juros entre 4,25% e 4,50% na reunião da próxima quarta-feira. O mercado aposta em que o primeiro corte nos juros possa ocorrer já em setembro, caso os indicadores continuem sinalizando um cenário de desinflação sustentada.

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