A China deve manter suas taxas de juros de referência inalteradas pelo 11º mês consecutivo em abril, segundo levantamento com analistas de mercado, em meio a sinais de fortalecimento da atividade econômica e aumento das pressões inflacionárias. A expectativa reflete um cenário em que o desempenho mais sólido da economia reduz a necessidade de novos estímulos monetários no curto prazo.
Dados recentes mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 5,0% no primeiro trimestre, acima dos 4,5% registrados no trimestre anterior e alinhado ao topo da meta anual do governo. O resultado reforça a resiliência da segunda maior economia do mundo, mesmo diante das incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio.

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Com esse pano de fundo, instituições financeiras revisaram suas projeções e passaram a prever manutenção dos juros ao longo de 2026. A taxa básica de empréstimos (Loan Prime Rate – LPR), referência para o crédito no país, deve permanecer em 3,00% para um ano e 3,50% para cinco anos, segundo consenso de mercado.
Além do crescimento mais forte, o avanço recente dos preços ao produtor — que voltaram ao campo positivo pela primeira vez em mais de três anos — sinaliza aumento das pressões de custo, em parte associado ao encarecimento de commodities e aos efeitos indiretos do conflito geopolítico sobre cadeias globais.
Diante desse cenário, a autoridade monetária chinesa tende a adotar uma postura mais cautelosa, preservando instrumentos de estímulo para eventuais momentos de maior desaceleração. Ainda assim, o Banco Popular da China mantém a indicação de uma política monetária acomodatícia, com possibilidade de ajustes futuros caso as condições econômicas exijam.





