O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 0,77% em maio, desacelerando em relação à alta de 1,04% registrada em abril. Apesar da perda de ritmo no mês, o custo da construção civil segue elevado no acumulado de 12 meses, com avanço de 6,82%, segundo os dados divulgados nesta semana.
O resultado reflete um movimento de acomodação nos preços de materiais, equipamentos, serviços e mão de obra, fatores que vinham pressionando fortemente o setor nos últimos meses. Ainda assim, o cenário continua desafiador para construtoras, incorporadoras e consumidores que acompanham os custos ligados ao mercado imobiliário.
O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços avançou 1,02% em maio, abaixo da alta de 1,35% observada em abril. Dentro desse segmento, a categoria Materiais e Equipamentos desacelerou de 1,40% para 1,08%, com destaque para o subgrupo materiais para estrutura, cuja taxa recuou de 1,82% para 0,99%.
Já o grupo Serviços apresentou desaceleração mais intensa, passando de 0,97% para 0,50%, influenciado principalmente pela redução nos custos de aluguel de máquinas e equipamentos, que saiu de 1,87% para 0,32%.

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A mão de obra também mostrou perda de ritmo em maio. O índice do segmento desacelerou de 0,61% para 0,43%, indicando uma pressão menor sobre os custos operacionais da construção civil.
Entre as capitais analisadas, seis das sete cidades que compõem o indicador registraram desaceleração nas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Recife foi a única exceção, apresentando aumento nos custos da construção no período.
Mesmo com a desaceleração mensal, o setor segue atento ao comportamento dos insumos e da inflação, especialmente em um ambiente de juros ainda elevados e desafios para novos investimentos no mercado imobiliário.





