O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou 0,79% em junho, revertendo a alta de 0,87% registrada em maio, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da queda no mês, o indicador acumula avanço de 3,00% em 2026 e alta de 3,59% nos últimos 12 meses, mostrando que as pressões inflacionárias seguem presentes, embora em ritmo mais moderado.
O principal fator para a deflação foi o comportamento dos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa a maior parcela do IGP-DI, caiu 1,36% em junho, influenciado pela redução dos preços de commodities minerais e agrícolas. A retração das matérias-primas brutas, que passaram de alta de 1,10% em maio para queda de 3,19% em junho, foi decisiva para o resultado do índice.
No varejo, a inflação perdeu intensidade. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,36% em junho, abaixo dos 0,60% observados no mês anterior. A desaceleração foi impulsionada principalmente pelos grupos Habitação e Alimentação, que juntos representam cerca de 40% da composição do indicador. Também houve redução nas variações de Vestuário, Despesas Diversas e Comunicação.

Clique aqui para começar a investir com quem entende
Por outro lado, Transportes voltou ao campo positivo após registrar deflação em maio, enquanto Educação, Leitura e Recreação, além de Saúde e Cuidados Pessoais, apresentaram aceleração nos preços.
Na construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,78%, abaixo da alta de 0,88% registrada em maio. O avanço foi sustentado pelo aumento dos custos com mão de obra, que aceleraram para 1,15%, enquanto materiais, equipamentos e serviços apresentaram desaceleração.
Outro sinal de arrefecimento veio do Núcleo do IPC, que recuou de 0,42% para 0,40%. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com aumento de preços, caiu de 64,84% para 57,42%, indicando que a alta dos preços ficou menos disseminada entre os produtos e serviços pesquisados.





