O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,06% em agosto, após registrar queda de 0,86% em julho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,19% no ano e de 2,63% nos últimos 12 meses. Em agosto de 2025, o índice havia avançado 0,20%.
Segundo André Braz, economista do FGV IBRE, apesar de o IGP-DI ter ficado próximo da estabilidade, a composição do índice mudou de forma relevante no mês. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de uma queda de 1,31% em julho para alta de 0,10% em agosto, influenciado principalmente pelo avanço dos preços de produtos agropecuários.
Entre os destaques, soja, milho, bovinos e carne bovina registraram alta. As matérias-primas brutas também mudaram de trajetória, passando de queda de 3,02% para avanço de 1,43%. Por outro lado, os preços industriais permaneceram em queda e limitaram a pressão sobre o índice ao produtor.

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No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,37% em agosto, após recuo de 0,08% em julho. A queda foi influenciada principalmente pelos grupos Habitação, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação. Entre os itens, tarifas de eletricidade residencial, passagens aéreas e alimentos contribuíram para o resultado.
Em sentido contrário, cinco grupos apresentaram aceleração: Despesas Diversas, Alimentação, Transportes, Vestuário e Saúde e Cuidados Pessoais. O núcleo do IPC, que busca retirar oscilações mais intensas, subiu 0,27%, ante 0,25% em julho. Já o índice de difusão avançou de 50,97% para 55,16%, indicando aumento da proporção de itens com variação positiva.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também acelerou em agosto, com alta de 0,66%, ante 0,61% no mês anterior. O movimento foi puxado principalmente pelo grupo Mão de Obra, cuja variação passou de 1,02% para 1,12%. Materiais e Equipamentos avançaram de 0,31% para 0,33%, enquanto Serviços desaceleraram de 0,37% para 0,18%.
O resultado de agosto mostra, portanto, um cenário de inflação próximo da estabilidade no IGP-DI, mas com comportamentos distintos entre os componentes. Enquanto os preços agropecuários ganharam força no atacado, as quedas nos preços industriais e ao consumidor ajudaram a conter a alta do indicador geral.





