A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. O resultado veio levemente acima da expectativa do mercado, que projetava 5,7%, e representa um aumento em relação ao trimestre anterior.
Apesar da alta recente, o indicador ainda marca o menor nível para períodos encerrados em fevereiro desde o início da série histórica, em 2012, sinalizando que o mercado de trabalho segue relativamente aquecido. Ao todo, cerca de 6,2 milhões de brasileiros estavam em busca de emprego no período, um aumento de 600 mil pessoas frente ao trimestre anterior.
O avanço da desocupação foi influenciado principalmente por fatores sazonais, comuns no início do ano. Houve redução significativa de vagas nos setores de educação, saúde e construção, impactados pelo encerramento de contratos temporários e pela menor demanda por serviços e obras nesse período.

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A população ocupada foi estimada em 102,1 milhões de pessoas, com queda de 0,8% no trimestre, mas ainda registrando crescimento de 1,5% na comparação anual. Entre os segmentos mais afetados, destacam-se a administração pública, educação e saúde, além da construção civil.
Por outro lado, os dados mostram estabilidade em categorias relevantes do mercado de trabalho, como empregados com carteira assinada no setor privado, trabalhadores por conta própria, empregadores e trabalhadores domésticos. Já o número de trabalhadores sem carteira assinada apresentou recuo, assim como o contingente de empregados no setor público.
Mesmo com a piora pontual na ocupação, a renda do trabalhador trouxe um dado positivo. O rendimento médio real habitual atingiu R$ 3.679, renovando o maior patamar da série histórica. O avanço foi de 2,0% no trimestre e de 5,2% na comparação anual, indicando ganho de poder de compra em meio ao cenário econômico.
Ainda assim, a subutilização da força de trabalho voltou a crescer, alcançando 14,1%, o equivalente a 16,1 milhões de pessoas em situação de subocupação ou fora do mercado de trabalho potencial. O número reforça que, embora o desemprego esteja em níveis historicamente baixos, ainda há desafios na qualidade e na plena utilização da mão de obra.





