Copom vê piora no cenário inflacionário, mas reforça cautela após corte da Selic

A ata divulgada nesta terça-feira (23) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central revelou uma piora no cenário inflacionário entre as reuniões de abril e maio, reforçando a percepção de um ambiente econômico mais desafiador para a condução da política monetária no Brasil. Segundo o documento, houve deterioração tanto nas leituras recentes da inflação cheia quanto em seus núcleos, além de uma elevação nas expectativas para os anos de 2026, 2027 e 2028. O Banco Central destacou que o IPCA já ultrapassa o limite superior da meta estabelecida, ampliando o sinal de alerta sobre o comportamento dos preços. Mesmo diante desse quadro, o Copom optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando os juros para 14,25% ao ano na última decisão. Na avaliação da autoridade monetária, a medida considerou as melhores práticas de política monetária, especialmente diante de choques de oferta que impactam a inflação, como a alta do petróleo e os efeitos climáticos associados ao El Niño. Clique aqui para começar a investir com quem entende A ata também chamou atenção para uma nova desancoragem das expectativas inflacionárias de longo prazo, com destaque para 2028, movimento que pode dificultar o processo de convergência da inflação para a meta nos próximos anos. Diante desse cenário, o Banco Central reforçou que a condução da política monetária seguirá baseada em cautela e serenidade, deixando em aberto os próximos passos sobre os juros. A sinalização é de que a taxa básica poderá permanecer em nível elevado por um período mais prolongado, enquanto a autoridade acompanha os impactos do cenário internacional, especialmente os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e seus efeitos sobre commodities e inflação global. Para o mercado, a mensagem reforça que, apesar do início do ciclo de cortes, o espaço para flexibilização adicional segue limitado, com o BC priorizando o controle inflacionário e a ancoragem das expectativas. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!
Café Matinal com Allure Group – 23/06/2026
PLACAR DO DIA – Fechamento dos Mercados (22/06)
Café Matinal com Allure Group – 22/06/2026
Relatório Focus – 22/06/2026

Toda segunda-feira, o Banco Central divulga o Relatório Focus, que traz as principais informações sobre o sentimento do mercado com relação à parâmetros extremamente importantes para um melhor entendimento do mercado e a economia. Hoje, dia 22/06 o Bacen divulgou o seu relatório, com os principais destaques abaixo: Pela décima quinta semana, o IPCA (principal índice de inflação) previsto para 2026 teve sua expectativa elevada ficando em 5,33%. Já o IPCA para 2027 teve sua expectativa elevada ficando em 4,15%, pela quinta semana. Com relação ao PIB para 2026, sua expectativa está elevada para 1,98%, pela quinta semana. Para 2027, a expectativa para o PIB mantida em 1,70% pela quarta semana. Clique aqui para começar a investir com quem entende Quanto ao câmbio, paridade Dólar/Real, para 2026, estima-se um dólar equivalente a R$ 5,20 (expectativa se manteve com relação à semana anterior). Já para 2027, a expectativa é de R$ 5,27 (expectativa se elevou com relação à semana anterior). Por último, quanto à Taxa Selic para 2026, a taxa básica de juros é de 14,00% (expectativa se elevou com relação à semana anterior). A taxa Selic esperada para 2027 é de 12,00% (expectativa se manteve com relação à semana anterior). Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!
Café Matinal com Allure Group – 19/06/2026
Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA recuam, mas mercado de trabalho segue no radar do Fed

Solicitações iniciais caem para 226 mil na última semana, enquanto pedidos continuados avançam e reforçam sinais mistos na economia americana.
Café Matinal com Allure Group – 18/06/2026
Banco Central cortou Selic para 14,25%

O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) acaba de divulgar o resultado de sua última reunião sobre a taxa básica de juros, a famosa Taxa Selic. Na decisão de hoje, o comitê cortou a Selic para 14,25% ao ano. Já era esperado pelo mercado que o Copom corta-se a Selic. No último mês, a inflação subiu 0,58% e agora acumula alta de 4,72% nos últimos 12 meses. Mas como isso, de fato, afeta o seu dia a dia e os seus investimentos? Clique aqui para começar a investir com quem entende A Taxa Selic nada mais é do que a base, a referência, em que a grande parte das operações bancárias e financeiras acontecem, dado que elas se balizam no CDI, que é uma taxa muito próxima à Selic. Quando a Taxa Selic começa a cair, o custo do crédito tende a diminuir, o que pode reduzir os juros em empréstimos e financiamentos ao longo do tempo. Isso pode facilitar o acesso ao crédito, mas ainda exige cautela, já que os juros seguem em patamar elevado e o impacto da queda não é imediato no dia a dia. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!
Fed mantém juros nos EUA e sinaliza postura mais cautelosa diante de inflação persistente

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (17) manter a taxa básica de juros na faixa entre 3,5% e 3,75%, em linha com a expectativa do mercado. A decisão foi anunciada após reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), agora sob o comando de Kevin Warsh, novo presidente da autoridade monetária americana. A manutenção dos juros ocorre em um cenário de inflação ainda elevada e mercado de trabalho resiliente. No comunicado oficial, o Fed destacou que os preços seguem acima da meta de 2%, pressionados por choques de oferta em setores estratégicos, principalmente energia, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Clique aqui para começar a investir com quem entende O principal ponto de atenção para investidores foi a mudança de tom na comunicação do banco central. O texto divulgado após a reunião foi significativamente mais enxuto e eliminou trechos que, nas reuniões anteriores, indicavam espaço para eventuais cortes de juros nos próximos meses. A leitura do mercado é de que o Fed adotou uma postura mais rígida, priorizando o controle da inflação antes de considerar qualquer flexibilização monetária. Outro destaque ficou por conta do chamado “dot plot”, gráfico que reúne as projeções dos membros do comitê para juros e atividade econômica. A mediana das estimativas aponta a taxa dos Fed Funds em 3,8% no fim deste ano, acima do patamar atual, sinalizando que uma alta adicional permanece no radar da instituição. No longo prazo, a projeção segue em 3,1%. A decisão reforça a visão de que o Fed continuará dependente dos próximos indicadores econômicos, especialmente inflação e emprego, para calibrar sua política monetária. Para os mercados globais, o cenário de juros elevados por mais tempo tende a manter a pressão sobre ativos de risco e sustentar a força do dólar, com reflexos também sobre economias emergentes como o Brasil. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!
Café Matinal com Allure Group – 17/06/2026
IPC-S desacelera na segunda quadrissemana de junho e acumula alta de 4,54% em 12 meses

Alívio nos preços dos alimentos contribui para a redução do índice, enquanto saúde e educação registraram aceleração.