IGP-DI recua 0,84% em fevereiro e registra queda puxada por commodities e desaceleração no consumo

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 0,84% em fevereiro, após avanço de 0,20% em janeiro, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula retração de 0,64% no ano e queda de 2,91% em 12 meses. No mesmo mês de 2025, o índice havia subido 1,00%, acumulando alta de 8,78% no período anual. O movimento de queda foi influenciado principalmente pelo recuo do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu 1,21% no mês, após estabilidade em janeiro. Entre os estágios de processamento, os bens finais registraram alta de 0,42%, revertendo a queda observada anteriormente. Já os bens intermediários recuaram 0,20%, enquanto as matérias-primas brutas intensificaram a trajetória negativa, passando de queda de 0,36% para retração de 3,03%. Clique aqui para começar a investir com quem entende Segundo André Braz, economista do FGV IBRE, a desvalorização de importantes commodities contribuiu para a queda do indicador ao produtor. Itens como minério de ferro, soja, café e milho apresentaram recuos de preços, compensando pressões observadas em proteínas como bovinos, ovos e carne bovina. Esse movimento acabou levando o IPA a encerrar fevereiro em território negativo. No varejo, a inflação ao consumidor também perdeu fôlego. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,14% em fevereiro, após alta de 0,59% no mês anterior. A desaceleração foi puxada principalmente pelos grupos Educação, Leitura e Recreação, Transportes, Alimentação e Saúde e Cuidados Pessoais. Entre os fatores de destaque, houve queda nas passagens aéreas após o período de maior demanda e redução nos preços de ingressos de cinema durante a Semana Nacional do Cinema. Na construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,28% em fevereiro, abaixo da alta de 0,72% registrada em janeiro. A desaceleração refletiu movimentos mais moderados nos custos de materiais, serviços e mão de obra, após o fim do período mais intenso de negociações coletivas no setor. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!
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Os preços da indústria nacional registraram alta de 0,34% em janeiro frente a dezembro (0,14%), marcando o segundo avanço consecutivo após uma sequência de dez resultados negativos entre fevereiro e novembro de 2025. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede os preços “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes. Apesar da recuperação mensal, o índice acumula queda de 4,33% em 12 meses. A principal influência positiva veio da metalurgia, que subiu 2,73% e respondeu sozinha por 0,18 ponto percentual da variação geral. O avanço foi puxado pelos metais não ferrosos, com destaque para derivados de ouro — beneficiados pela maior demanda — e de cobre, diante de restrições de oferta e estoques reduzidos. Também tiveram peso relevante outros produtos químicos (1,70%), impressão (2,73%) e perfumaria e produtos de limpeza (1,67%). Ao todo, 15 das 24 atividades pesquisadas registraram aumento de preços. Clique aqui para começar a investir com quem entende A taxa de câmbio, tradicionalmente decisiva para o indicador, ajuda a explicar o resultado acumulado em 12 meses, período em que o dólar caiu 11,3% frente ao real. No entanto, mesmo com recuo de 2,1% da moeda norte-americana na passagem de dezembro para janeiro, o IPP avançou, sinalizando a atuação de outros fatores, como custos de insumos e dinâmica de oferta e demanda. No setor químico, por exemplo, a alta foi influenciada pelo encarecimento de fertilizantes e derivados de enxofre importados. Com peso de cerca de 24% no índice, o setor de alimentos voltou a cair (-0,17%), acumulando retração de 9,84% em 12 meses. O principal destaque negativo é o grupo de açúcares, com queda acumulada de 28,30%, refletindo a ampla oferta global, elevada produtividade e o impacto do câmbio mais favorável às importações. Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários avançaram 0,54% e exerceram a maior influência no resultado mensal, respondendo por 0,29 ponto percentual da alta total. Bens de consumo subiram 0,26%, enquanto bens de capital recuaram 0,70%. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!
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