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Movida (MOVI3) mais que dobra lucro no 3º trimestre, para R$ 152 milhões

Locadora registra alta de 117% no lucro anual, amplia receita e melhora margens operacionais; dívida líquida cresce, mas alavancagem recua para 2,56 vezes.

A Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 117% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado confirmou a prévia divulgada pela companhia no início do mês. A receita líquida avançou 2,8% na comparação anual, para R$ 3,87 bilhões, enquanto o EBITDA consolidado cresceu 21,4%, alcançando R$ 1,80 bilhão.

O desempenho foi sustentado pelo aumento das tarifas de locação, pela expansão da participação de mercado e pelo controle de custos, segundo o CEO da companhia, Gustavo Moscatelli. No segmento de aluguel de veículos, a tarifa diária média passou de R$ 159 para R$ 167, alta de 5%. Já o volume de vendas diárias aumentou de 6,085 mil para 7,439 mil, crescimento de aproximadamente 22%. Nos últimos 12 meses, a empresa conquistou 767 mil novos clientes.

A margem EBITDA do segmento de locação chegou a 74,2%, ante 72,6% um ano antes. Entre as iniciativas para elevar a eficiência operacional, a Movida vem ampliando sua estrutura própria de manutenção, reduzindo a dependência de oficinas terceirizadas. A companhia possui atualmente 11 pontos de manutenção rápida, conhecidos como pit stops, e pretende superar 50 unidades no próximo ano, conforme informou Moscatelli à Broadcast.

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No segmento de seminovos, a empresa vendeu 20.051 veículos, queda de 18,1% na comparação anual. A receita líquida da operação recuou 16,2%, para R$ 1,47 bilhão. Segundo o executivo, a estratégia continua sendo ajustar o ritmo de vendas à sazonalidade da locação para extrair maior valor dos veículos antes da revenda. Na comparação com o segundo trimestre, o volume comercializado permaneceu estável, enquanto a receita cresceu 3,3%.

A companhia também vem reduzindo o tíquete médio de sua frota, atualmente próximo de R$ 80 mil. De acordo com Moscatelli, cerca de 90% dos veículos estão abaixo de R$ 90 mil, faixa menos exposta à concorrência dos modelos chineses que pressionaram os preços de seminovos de maior valor.

O resultado financeiro somou R$ 900 milhões entre julho e setembro, aumento de 13,3% em relação ao mesmo período de 2025. A dívida líquida atingiu R$ 17,5 bilhões, ante R$ 15,5 bilhões um ano antes. Apesar do aumento do endividamento, o indicador de alavancagem recuou de 2,74 para 2,56 vezes a dívida líquida sobre o EBITDA.

A Movida também alongou o prazo médio da dívida de 3,2 para 4,2 anos e reduziu o custo médio de CDI mais 1,9% para CDI mais 1,8% ao ano. A administração destaca que a distribuição dos vencimentos ao longo dos próximos anos e o avanço da geração de caixa contribuem para melhorar o perfil financeiro, embora o patamar elevado dos juros continue pressionando as despesas financeiras.

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