O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). O resultado ficou acima da expectativa de 0,03% apurada em pesquisa da Reuters. Em 12 meses, a inflação acumulou alta de 4,44%, também ligeiramente acima da projeção de 4,40%.
O principal impacto sobre o índice veio do grupo Habitação, que avançou 0,99% e respondeu por 0,15 ponto percentual do resultado. A alta foi puxada principalmente pela energia elétrica residencial, cuja variação passou de 1,53% em junho para 3,09% em julho, refletindo reajustes tarifários aplicados em diferentes capitais. Também houve impacto da bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

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Na outra ponta, Alimentação e Bebidas apresentou deflação de 0,67%, ajudando a conter uma alta maior do IPCA. A alimentação no domicílio caiu 1,14%, com destaque para as quedas do tomate (-29,09%), da batata-inglesa (-19,59%), da cenoura (-14,41%) e do café moído (-2,45%). Em sentido contrário, o leite longa vida subiu 2,47% e as frutas avançaram 1,20%.
O grupo Transportes registrou alta de 0,05%, influenciado principalmente pelo aumento de 11,67% nas passagens aéreas. O movimento foi parcialmente compensado pela queda de 1,44% nos combustíveis, com recuos no etanol, gasolina, óleo diesel e gás veicular. Já Saúde e Cuidados Pessoais subiu 0,40%, com destaque para artigos de higiene pessoal e planos de saúde, cujos reajustes seguem as regras autorizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Entre os índices regionais, Rio Branco apresentou a maior alta, de 0,32%, pressionada por passagens aéreas e energia elétrica. Belém registrou a menor variação, com queda de 0,45%, influenciada principalmente pelos recuos da gasolina e do açaí. O resultado de julho mostra uma inflação próxima da estabilidade, mas ainda com pressões relevantes em itens administrados, enquanto a alimentação contribuiu para aliviar o índice.




