Os preços ao produtor da indústria brasileira registraram queda de 0,77% em junho na comparação com maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma intensificação do movimento de recuo observado no mês anterior, quando o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia caído 0,30%.
Apesar da retração mensal, o indicador ainda acumula alta de 2,51% nos últimos 12 meses, demonstrando que os preços na porta das fábricas seguem acima dos níveis registrados no mesmo período do ano passado.
Entre as 24 atividades industriais pesquisadas, seis apresentaram redução de preços em junho. O principal impacto negativo veio das indústrias extrativas, que registraram queda de 11,85% e exerceram a maior influência sobre o resultado geral do índice, contribuindo com -0,56 ponto percentual.

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Também se destacaram entre as maiores retrações os setores de outros produtos químicos, com recuo de 2,74%, e de refino de petróleo e biocombustíveis, que registraram queda de 2,30%. Na direção oposta, a fabricação de móveis apresentou avanço de 2,08%, figurando entre as maiores altas do mês.
O IPP acompanha a evolução dos preços dos produtos industriais na saída das fábricas, antes da incidência de impostos e custos com frete. Por isso, o indicador é considerado um importante termômetro das pressões de custos enfrentadas pela indústria e pode antecipar movimentos futuros da inflação ao consumidor.
A nova queda do índice reforça um cenário de menor pressão sobre os preços industriais, especialmente em segmentos ligados às commodities, o que tende a favorecer um ambiente de inflação mais moderada ao longo dos próximos meses.




