A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) perdeu força na quarta quadrissemana de junho, ao registrar alta de 0,36%, abaixo do ritmo observado na leitura anterior. O dado, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (Fundação Getulio Vargas), reforça uma trajetória de desaceleração nos preços ao consumidor, especialmente em itens essenciais como alimentação e habitação.
O principal fator para o resultado foi o grupo Alimentação, que teve desaceleração significativa, passando de 1,03% para 0,47% no período. Como componente de maior peso no índice, o movimento ajudou a reduzir a pressão inflacionária, sinalizando um arrefecimento nos preços de itens básicos para as famílias.
Outro grupo que contribuiu para o alívio foi Habitação, cuja taxa recuou de 0,61% para 0,37%, refletindo uma menor intensidade em despesas relacionadas ao custo de moradia. Também houve desaceleração em Vestuário, que aprofundou a deflação de -0,13% para -0,52%, além de Saúde e Cuidados Pessoais, Comunicação e Educação, que apresentaram variações menores na comparação com a quadrissemana anterior.
Na direção oposta, o grupo Transportes voltou a pressionar o índice, saindo de uma deflação de 0,35% para uma alta de 0,10%, movimento que interrompe a sequência de alívio observada nas últimas semanas. Já o grupo Despesas Diversas manteve estabilidade em 1,30%.
No acumulado de 12 meses, o IPC-S desacelerou para 4,32%, mostrando uma leve acomodação no comportamento dos preços. O resultado é acompanhado de perto pelo mercado, já que pode influenciar as expectativas para a política monetária e os próximos passos do Banco Central do Brasil (Banco Central do Brasil), em um cenário ainda marcado por juros elevados e consumo mais moderado.





