O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 0,84% em maio de 2026, desacelerando em relação à alta de 2,73% registrada em abril, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula elevação de 3,79% no ano e alta de 1,95% nos últimos 12 meses.
A desaceleração do índice foi influenciada principalmente pela perda de força nos preços ao produtor, especialmente nas matérias-primas brutas, além do alívio observado nos combustíveis e em alguns alimentos no varejo.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde pela maior fatia do IGP-M, subiu 0,91% em maio, bem abaixo da alta de 3,49% observada no mês anterior. O movimento refletiu a relativa estabilidade do petróleo no mercado internacional, reduzindo pressões sobre as cadeias produtivas.
Entre os destaques, o grupo de matérias-primas brutas desacelerou fortemente, passando de alta de 5,78% em abril para 0,43% em maio. Produtos minerais e agropecuários contribuíram para o movimento de acomodação dos preços.
No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também perdeu força e avançou 0,61% no mês, contra 0,94% em abril. A queda nos combustíveis teve papel importante no resultado, com o grupo Transportes saindo de alta de 2,26% para recuo de 0,31%.
Além disso, alguns alimentos apresentaram alívio nos preços, como o café em pó, que registrou queda próxima de 3% no período. Ainda assim, os grupos Habitação e Alimentação continuaram pressionando o índice, com aceleração nas taxas de variação.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,77% em maio, abaixo do avanço de 1,04% em abril, refletindo desaceleração nos custos de materiais, serviços e mão de obra.
O resultado reforça uma perda gradual de pressão inflacionária em diferentes segmentos da economia, embora os índices ainda permaneçam em patamares elevados no acumulado do ano.




