O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, avançou 0,62% em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da desaceleração em relação ao mês anterior, o resultado ficou acima das projeções do mercado, que esperava alta de 0,53%.
No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,64%, também acima da expectativa dos analistas consultados pela Reuters, que projetavam 4,55%.
O principal fator de pressão sobre o índice voltou a ser o grupo de alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,38% em maio, após avanço de 1,46% em abril. O segmento respondeu sozinho por 0,30 ponto porcentual do IPCA-15 do mês.

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Dentro do grupo, a alimentação no domicílio subiu 1,73%, refletindo a continuidade da pressão sobre os preços de itens básicos consumidos pelas famílias brasileiras. Já a alimentação fora de casa avançou 0,51%, em ritmo menor do que o observado no mês anterior.
Por outro lado, o grupo de transportes ajudou a conter uma inflação ainda mais elevada. Os preços recuaram 0,33% em maio, revertendo parte da alta de 1,34% registrada em abril. A principal contribuição veio da queda nos combustíveis, que tiveram retração de 1,47% no período.
A gasolina caiu 1,32% após forte alta de 6,23% em abril, enquanto o etanol recuou 2,73%, movimento que trouxe alívio ao consumidor e ajudou a reduzir a pressão inflacionária no curto prazo.
Mesmo com a desaceleração em alguns grupos, o resultado mantém o cenário de atenção para a inflação no país, especialmente diante da persistência da alta dos alimentos e do impacto sobre o consumo das famílias.




