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IPC-S desacelera em maio, mas inflação segue pressionada por alimentação e habitação

Índice sobe 0,65% na terceira quadrissemana do mês e acumula alta de 4,16% em 12 meses, com pressão concentrada em alimentos, moradia e despesas diversas.

O IPC-S da terceira quadrissemana de maio de 2026 registrou alta de 0,65%, levemente abaixo do resultado observado na leitura anterior, mantendo, porém, a inflação em patamar elevado no acumulado de 12 meses, que chegou a 4,16%. O comportamento do índice refletiu um cenário de desaceleração parcial dos preços, principalmente nos grupos ligados a transportes e saúde, mas ainda com forte pressão em itens essenciais do orçamento das famílias.

O principal alívio veio do grupo Transportes, cuja taxa passou de queda de 0,15% para recuo de 0,46%, contribuindo para conter um avanço mais intenso do indicador. Também perderam força os grupos Saúde e Cuidados Pessoais, que desacelerou de 0,87% para 0,62%, e Educação, Leitura e Recreação, que saiu de 0,30% para 0,22%.

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Por outro lado, a inflação ganhou força em segmentos importantes do consumo. O grupo Habitação acelerou de 0,85% para 1,02%, enquanto Alimentação avançou de 1,35% para 1,44%, reforçando a pressão sobre os custos básicos das famílias. Vestuário também apresentou aceleração relevante, passando de 0,09% para 0,61%, assim como Despesas Diversas, que subiu de 0,88% para 1,34%.

Já o grupo Comunicação manteve estabilidade, repetindo a variação de 0,06% registrada na apuração anterior.

O resultado mostra que, apesar de alguns sinais de acomodação em setores específicos, a inflação segue disseminada na economia brasileira, especialmente em despesas essenciais, cenário que continua no radar do mercado e da política monetária.

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