O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 2,73% em abril, acelerando de forma significativa em relação ao avanço de 0,52% observado em março. Com o resultado, o indicador acumula elevação de 2,93% no ano e de 0,61% em 12 meses, refletindo a intensificação das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva.
O principal vetor de alta veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 3,49% no mês, impulsionado especialmente pelo avanço de 5,78% nas matérias-primas brutas. O movimento está diretamente ligado ao choque de oferta provocado pelo conflito no Oriente Médio, com impactos relevantes sobre insumos energéticos e produtos da cadeia petroquímica. Itens como embalagens plásticas passaram a registrar aumentos mais expressivos, evidenciando o repasse de custos ao setor produtivo.
Nos estágios intermediários da produção, os preços também ganharam força. O grupo de bens intermediários avançou 2,81%, enquanto os bens finais registraram alta mais moderada, de 0,90%. Ainda assim, a tendência indica que a pressão vinda da base da cadeia tende a continuar sendo transmitida aos preços ao consumidor nos próximos meses.

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,94% em abril, reforçando esse cenário. O grupo de Transportes teve papel central, com forte impacto da alta dos combustíveis (em especial gasolina e diesel) refletindo o encarecimento do petróleo no mercado internacional. Também houve aceleração em Saúde e Cuidados Pessoais, Alimentação e Habitação, enquanto apenas Despesas Diversas e Comunicação apresentaram alívio.
Na construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 1,04%, acima da alta de 0,36% registrada em março. O aumento dos custos foi disseminado entre materiais, serviços e mão de obra, com destaque para insumos como concreto, tubos e conexões, pressionados pelo encarecimento do transporte e das matérias-primas.
O resultado do IGP-M de abril reforça a leitura de que o ambiente inflacionário segue desafiador, especialmente diante de choques externos. A persistência da alta das commodities e dos custos energéticos tende a manter a pressão sobre preços nos próximos meses, com efeitos tanto sobre a indústria quanto sobre o consumidor final.





