A Vale reportou lucro líquido de US$ 1,893 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 36% na comparação anual e uma forte reversão frente ao prejuízo registrado no trimestre anterior. O desempenho foi sustentado pela melhora operacional e pela ausência de efeitos extraordinários que impactaram o resultado no ano passado.
O Ebitda somou US$ 3,83 bilhões, enquanto o Ebitda proforma atingiu US$ 3,89 bilhões, avanço de 23% em relação ao mesmo período de 2025, com expansão da margem para 42%. A receita líquida de vendas cresceu 14%, totalizando US$ 9,25 bilhões, refletindo um ambiente mais favorável para commodities e ganhos de eficiência.
Apesar do avanço nos resultados, os custos e despesas também subiram, acompanhando o aumento da atividade e fatores como a valorização do real frente ao dólar, que pressionou o custo caixa. Ainda assim, a companhia destacou foco contínuo na disciplina de custos e na eficiência operacional.

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O fluxo de caixa livre atingiu US$ 813 milhões, enquanto os investimentos somaram US$ 1,1 bilhão, em linha com o planejamento anual. Já a dívida líquida expandida avançou para US$ 17,8 bilhões, influenciada pelo pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio no período.
No segmento de metais básicos, o desempenho foi um dos destaques, com crescimento expressivo do Ebitda, impulsionado principalmente por cobre e níquel. A divisão se beneficiou de maiores volumes, preços mais favoráveis e eficiência operacional, reforçando a diversificação do portfólio da mineradora.
A companhia também destacou avanços em segurança, com a continuidade do processo de descaracterização de barragens, e reforçou que segue focada em projetos de crescimento e aumento de capacidade produtiva.





