Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos recuaram na última semana de março, sinalizando um mercado de trabalho ainda resiliente. Segundo dados do Departamento do Trabalho, os novos pedidos caíram em 9 mil, totalizando 202 mil solicitações com ajuste sazonal, abaixo das expectativas de mercado, que projetavam 212 mil.
O indicador permanece dentro da faixa observada ao longo de 2026, entre 201 mil e 230 mil pedidos semanais, patamar que economistas associam a um ambiente de “baixa contratação e baixa demissão”. A leitura reforça a percepção de estabilidade no mercado de trabalho americano, mesmo diante de um ritmo mais moderado de geração de vagas nos últimos meses.

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Apesar do cenário relativamente equilibrado, o ambiente econômico ainda carrega fatores de risco. A média de criação de empregos fora do setor agrícola ficou em apenas 18 mil vagas mensais no trimestre até fevereiro, refletindo incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos e às restrições migratórias, que têm impactado a oferta de mão de obra.
Além disso, o prolongamento das tensões no Oriente Médio adiciona uma camada adicional de cautela para empresas e investidores. A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tende a pressionar expectativas e pode afetar decisões de contratação ao longo dos próximos meses.
Para os mercados, o dado reforça a leitura de que o Federal Reserve ainda encontra espaço para conduzir sua política monetária com cautela, acompanhando um mercado de trabalho que, embora estável, já mostra sinais de desaceleração gradual.





