O IPC-S da terceira quadrissemana de janeiro de 2026 registrou alta de 0,49%, levando o índice a acumular avanço de 4,49% nos últimos 12 meses. O resultado reflete uma aceleração disseminada dos preços, com aumento das taxas de variação em cinco das oito classes de despesa que compõem o indicador de inflação ao consumidor.
A principal pressão partiu do grupo Transportes, cuja taxa avançou de 0,58% na segunda leitura do mês para 0,86% na terceira quadrissemana, respondendo pela maior contribuição individual ao índice. Também apresentaram aceleração os grupos Saúde e Cuidados Pessoais, que passou de 0,34% para 0,44%, Alimentação, de 0,63% para 0,70%, Habitação, de 0,01% para 0,06%, e Despesas Diversas, que subiu de 0,15% para 0,19%.

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Na direção oposta, Vestuário mostrou reversão de tendência, saindo de alta de 0,46% para queda de 0,39%. O grupo Educação, Leitura e Recreação manteve variação positiva, mas em ritmo menor, passando de 1,17% para 1,14%. Já Comunicação permaneceu estável, sem registrar variação no período analisado.
O comportamento do IPC-S nesta leitura reforça a presença de pressões inflacionárias concentradas em itens sensíveis à renda e aos custos de mobilidade, ao mesmo tempo em que alguns segmentos começam a mostrar sinais de acomodação nos preços ao longo do mês.





