O mercado de trabalho brasileiro registrou saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada em junho, mas em ritmo mais lento que o esperado. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foram criadas 166.621 vagas formais no mês passado, resultado de 2.139.182 admissões e 1.972.561 desligamentos.
Apesar do avanço, o número veio abaixo da projeção dos economistas consultados pela Reuters, que estimavam a abertura líquida de 171.404 postos. O resultado também foi inferior ao desempenho de junho de 2024, quando foram geradas 206.310 vagas formais. No acumulado do primeiro semestre de 2025, o saldo é de 1.222.591 empregos, número que também representa uma queda frente ao mesmo período do ano anterior (1.311.751).

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Todos os setores econômicos apresentaram saldos positivos em junho, com destaque para o setor de serviços, que liderou a criação de postos com 77.057 vagas. O comércio ficou em segundo lugar, com 32.938, seguido pela indústria (22.949), agropecuária (22.049) e, por último, a construção, com 10.665 novos empregos. Os dados ainda são preliminares e estão sujeitos a revisões futuras.
A desaceleração na geração de empregos, embora ainda com saldo positivo, liga o alerta para a resiliência do mercado de trabalho em um cenário de juros elevados e incertezas econômicas.





