A atividade de serviços no Brasil apresentou retração em janeiro pela primeira vez em quase um ano e meio, conforme divulgado pela S&P Global nesta quarta-feira. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) caiu para 47,6 no mês, abaixo dos 51,6 registrados em dezembro, marcando o nível mais baixo desde abril de 2021. Esse movimento reflete a piora na demanda e o aumento das pressões inflacionárias, fatores que afetaram negativamente o setor.
De acordo com o levantamento, a contração foi impulsionada por uma queda na entrada de novos negócios, com as empresas reduzindo a produção no ritmo mais acelerado em quase três anos. A pesquisa destacou que a demanda enfraquecida e o subsequente declínio nas vendas em janeiro foram as principais causas da desaceleração, sendo essa a queda mais intensa em quase quatro anos.

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Além disso, os custos de insumos e os preços de produção aumentaram no ritmo mais forte em dois anos e meio, pressionados pela valorização do dólar e os altos preços internacionais. Ainda assim, houve dois pontos positivos: o emprego no setor aumentou pelo terceiro mês consecutivo, embora de forma marginal, e a confiança empresarial apresentou leve recuperação após atingir uma baixa histórica em dezembro, impulsionada por expectativas de melhoria nas condições econômicas.
O PMI Composto do Brasil também registrou retração, caindo de 51,5 em dezembro para 48,2 em janeiro, devido principalmente ao fraco desempenho do setor de serviços, apesar de uma leve melhora na atividade industrial.




