A Raízen (RAIZ4) encerrou o quarto trimestre da safra 2024/25, compreendido entre janeiro e março, com prejuízo líquido de R$ 2,5 bilhões. O valor representa uma ampliação de 186,1% frente à perda de R$ 878,6 milhões registrada no mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por fatores operacionais e contábeis extraordinários.
Entre os principais motivos para o desempenho negativo, a Raízen destacou desafios operacionais que comprometeram a eficiência dos negócios, efeitos não recorrentes associados à revisão da estratégia de trading, aumento nas despesas financeiras e a constituição de uma provisão de R$ 900 milhões para não realização de tributos diferidos.
O Ebitda ajustado somou R$ 1,72 bilhão no trimestre, uma retração de 53,3% em relação ao mesmo intervalo de 2023. A margem Ebitda também encolheu, refletindo a combinação entre custos mais elevados e redução da rentabilidade em algumas frentes de atuação.

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A receita líquida, por outro lado, cresceu 7,5% no trimestre, totalizando R$ 57,7 bilhões. No acumulado da safra 2024/25, a companhia somou R$ 255,3 bilhões em receita, alta de 15,8% na comparação anual, impulsionada por maiores volumes de vendas em combustíveis e bioenergia.
O lucro bruto entre janeiro e março foi de R$ 1,9 bilhão, o que representa uma queda de 49,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A retração reforça os efeitos da piora operacional sobre os resultados da companhia, mesmo com avanço na linha de receita.
A dívida líquida da empresa chegou a R$ 34,3 bilhões ao fim de março, crescimento de 78,9% em comparação com o encerramento da safra anterior. Como consequência, a alavancagem financeira subiu de 1,3 vez para 3,2 vezes em um ano.
A empresa afirmou, em comunicado, que segue comprometida com a execução de seu plano estratégico, priorizando ajustes operacionais e revisão de sua estrutura de capital. A Raízen também sinalizou foco em iniciativas para melhorar sua eficiência e rentabilidade nos próximos trimestres.





