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PIB cresce 0,1% no 4º trimestre e Brasil fecha 2025 com alta de 2,3%

Agropecuária lidera avanço no ano, enquanto economia perde fôlego no segundo semestre.

A economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, após registrar alta de 0,1% no quarto trimestre frente ao período imediatamente anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o avanço foi de 1,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) totalizou R$ 12,7 trilhões no ano. O PIB per capita atingiu R$ 59.687,49, com crescimento real de 1,9% sobre 2024. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado.

O desempenho anual foi sustentado principalmente pela Agropecuária, que avançou expressivos 11,7%, impulsionada por recordes nas safras de milho (23,6%) e soja (14,6%), além do bom desempenho da pecuária. Segundo o IBGE, quatro atividades — Agropecuária, Indústrias Extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços — responderam por 72% do total do valor adicionado em 2025, segmentos menos sensíveis aos efeitos da política monetária contracionista.

A Indústria cresceu 1,4% no ano, com destaque para a extração de petróleo e gás, que levou as Indústrias Extrativas a uma alta de 8,6%. A Construção também contribuiu positivamente, embora tenha desacelerado no fim do ano. Já as Indústrias de Transformação e o segmento de eletricidade e saneamento encerraram 2025 com variações negativas.

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O setor de Serviços, responsável pela maior fatia da economia, avançou 1,8%, com crescimento disseminado entre atividades como Informação e comunicação (6,5%) e serviços financeiros (2,9%). Comércio e transporte também registraram expansão, embora em ritmo mais moderado.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, sustentado pela melhora do mercado de trabalho, expansão do crédito e programas de transferência de renda. Ainda assim, houve desaceleração ante 2024, refletindo o impacto dos juros elevados. O consumo do governo subiu 2,1%, enquanto os investimentos avançaram 2,9%, apesar da queda de 3,5% no quarto trimestre. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, levemente abaixo do ano anterior.

No recorte trimestral, a economia mostrou perda de dinamismo no segundo semestre. Após crescer 1,5% no primeiro trimestre e 0,3% no segundo, o PIB ficou praticamente estagnado na segunda metade do ano. No quarto trimestre, Serviços (0,8%) e Agropecuária (0,5%) avançaram, mas a Indústria recuou 0,7%, pressionada pela queda na Construção e na Transformação.

O resultado final indica uma economia resiliente em 2025, mas com sinais claros de desaceleração à medida que os efeitos da política monetária restritiva se espalharam pelos setores mais dependentes de crédito e investimento.

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