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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem e reforçam estabilidade do mercado de trabalho

Solicitações recuaram para 197 mil na última semana, abaixo das expectativas, enquanto contratações seguem em ritmo moderado.

O número de norte-americanos que solicitaram novos benefícios de desemprego caiu na última semana, sinalizando que o mercado de trabalho dos Estados Unidos permanece estável, apesar da forte desaceleração na geração de empregos. Os pedidos iniciais recuaram em 2 mil, para 197 mil na semana encerrada em 3 de outubro, segundo o Departamento do Trabalho. Economistas consultados pela Reuters esperavam 200 mil solicitações.

Os pedidos permanecem próximos dos menores níveis em décadas há quatro semanas consecutivas, indicando um mercado caracterizado por baixa contratação e baixa demissão. O cenário contrasta com o resultado do payroll de setembro, que mostrou a criação de apenas 29 mil vagas, evidenciando a perda de força na geração de empregos.

A combinação de contratações moderadas e menor oferta de trabalhadores, influenciada por aposentadorias e medidas mais rígidas de imigração, tem limitado a expansão do emprego. Ao mesmo tempo, as empresas mantêm os funcionários em seus quadros, mesmo diante de incertezas relacionadas às tarifas comerciais e aos preços das commodities.

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Os pedidos contínuos de auxílio-desemprego, que contabilizam os trabalhadores que permanecem recebendo o benefício após a primeira semana, aumentaram em 17 mil, para 1,716 milhão na semana encerrada em 26 de setembro. O avanço sugere que, embora as demissões permaneçam baixas, parte dos desempregados enfrenta mais dificuldades para encontrar uma nova ocupação.

A duração mediana do desemprego chegou a 11,5 semanas em setembro, próxima do maior nível em quatro anos e meio. O dado reforça a percepção de que a principal fragilidade atual do mercado de trabalho está menos nas demissões e mais na dificuldade de recolocação.

O Federal Reserve avaliou, em sua última reunião, que as condições do mercado de trabalho permaneciam estáveis e próximas do nível máximo de emprego, com os riscos para a atividade considerados amplamente equilibrados. Em setembro, o banco central elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4,00%, mas a expectativa de uma nova alta ainda em outubro perdeu força após o resultado fraco do payroll e dados de inflação mais moderados.

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