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Pedidos de auxílio-desemprego caem nos EUA, mas tarifas de Trump geram incerteza

Indicador segue apontando estabilidade no mercado de trabalho, mas novas tarifas e cortes de gastos podem impactar economia.

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na última semana, sinalizando a resiliência do mercado de trabalho antes da potencial volatilidade causada pelas tarifas implementadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais caíram em 6.000, totalizando 219.000 na semana encerrada em 29 de março, após ajuste sazonal. O resultado veio abaixo da previsão de economistas consultados pela Reuters, que esperavam 225.000 solicitações.

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Embora o baixo número de demissões indique estabilidade, especialistas temem que a onda de tarifas impostas por Trump desde seu retorno à Casa Branca possa enfraquecer a economia. A confiança de empresas e consumidores já apresenta sinais de queda, o que pode afetar investimentos, consumo e a demanda por trabalhadores.

Na quarta-feira, Trump anunciou uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações e sobretaxas ainda mais altas para alguns dos principais parceiros comerciais dos EUA. A agência Fitch Ratings estimou que essas serão as tarifas mais altas em mais de um século.

Além disso, os cortes de gastos promovidos pelo governo, incluindo demissões em massa de funcionários públicos, representam outro risco para o mercado de trabalho. O número de pessoas que continuam recebendo benefícios após a primeira semana de solicitação, um indicador da taxa de contratação, subiu em 56.000, atingindo 1,903 milhão na semana encerrada em 22 de março.

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