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Lucro do Banco do Brasil cai no 1º trimestre e banco suspende parte das projeções para 2025

Resultado abaixo do esperado foi impactado por inadimplência no agronegócio e novas regras contábeis; lucro ajustado somou R$ 7,37 bilhões.

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 7,37 bilhões no primeiro trimestre de 2025, conforme divulgado nesta quinta-feira (15). O valor representa uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou abaixo da estimativa de R$ 9,32 bilhões projetada por analistas consultados pela LSEG. Com esse balanço, o BB encerra a temporada de resultados dos grandes bancos brasileiros para o 1T25.

Entre os principais fatores que pressionaram o resultado estão o aumento da inadimplência no segmento do agronegócio e a adoção da nova regulação contábil prevista na resolução CMN nº 4.966/2021, que altera a forma de contabilização de ativos financeiros e provisões para perdas com crédito. Em razão do novo cenário, o banco optou por suspender temporariamente suas projeções para margem financeira bruta, custo do crédito e lucro ajustado, classificando essas estimativas como “em revisão”.

“O primeiro trimestre foi um período de transição, especialmente por conta da nova regulação da contabilização e do aumento da inadimplência no segmento Agro”, afirmou Tarciana Medeiros, presidente-executiva do BB. “Seguimos focados no nosso compromisso de entregar um resultado condizente com o tamanho do Banco do Brasil.”

A inadimplência no agronegócio subiu para 3,04%, frente a 2,45% no quarto trimestre de 2024 e 1,19% no mesmo período do ano anterior. Embora a safra de 2025 seja promissora, parte relevante da carteira ainda está impactada por operações da safra 2023/2024, inclusive com casos de recuperação judicial, o que exigiu maior provisionamento sob a nova norma.

Lucro do Banco do Brasil cai no 1º trimestre e banco suspende parte das projeções para 2025

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A margem financeira bruta caiu 7,2% na comparação anual, totalizando R$ 23,9 bilhões. A margem com clientes ficou praticamente estável (+0,3%), enquanto a margem com o mercado recuou 34,9%. Já o custo do crédito avançou 18,9%, para R$ 10,15 bilhões.

A carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,28 trilhão no fim de março, com alta de 14,4% em 12 meses. Houve crescimento de 6,6% na carteira de pessoa física, 22,4% na de empresas e 9% no agronegócio. A inadimplência geral acima de 90 dias chegou a 3,86%, ante 3,32% em dezembro e 2,90% em março de 2024.

A rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) recuou para 16,7%, ante 20,8% no trimestre anterior e 21,7% um ano antes. A receita com prestação de serviços ficou praticamente estável, somando R$ 8,4 bilhões (+0,2%). O índice de eficiência piorou levemente, de 25,9% para 26,5%.

Já o índice de Basileia caiu a 14,14%, ante 15,13% em março de 2024. O capital nível I recuou para 13,27%, enquanto o capital principal ficou em 10,97%. O banco encerrou o trimestre com 3.997 agências, praticamente estável em relação ao ano anterior. As demais projeções operacionais, como crescimento da carteira de crédito e receitas de serviços, foram mantidas.

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